quarta-feira, 9 de março de 2011

Muitas e Diferentes Mulheres

Em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, o Conselho Federal de Psicologia está realizando uma campanha de reconhecimento do trabalho das psicólogas brasileiras, maioria de gênero nesta profissão.

Psicólogas poderão enviar fotos e/ou vídeos sobre o seu trabalho, relatos de experiências ou apenas comentários no site http://mulher.pol.org.br/, há premiação.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Idade de Cristo

Hoje aniversariei numa feliz e calma segunda-feira de carnaval!

Este ano ganhei um presente especial: dois feriados! Um no meu aniversário e outro no dia seguinte: Dia Internacional das Mulheres, receber parabéns durante dois dias seguidos é algo raro!

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sexta-feira, 4 de março de 2011

O Grande Amor


O GRANDE AMOR
Jaqueline Jesus


Quando olhei a primeira vez pra mim
E senti um coração e sangue, ouvi:
"Onde estará o grande amor"?

Não entendi o porquê dessa busca
De alguém por um outrem
Se há tantos ao redor, era pequena.

Então um dia, depois de um passeio,
Dentro de um baú um senhor
Reservado com olhar tenso
Me chamou a atenção, pensei:
"Será ele o grande amor"?

Falamos de rádio algum tempo,
E reconhecendo minha ingenuidade,
Descobri que não era o grande amor.

Um dia, lendo o que não lembro,
Vi um professor de riso contido
E pensei: "será o grande amor"?

Depois de provar yakisoba e Beethoven,
Reconheci minha imaturidade,
Descobri que não era o grande amor.

Outro dia, dançava sem nada pensar
E vi um burocrata satisfeito,
Perguntei-me se não era o grande amor.

Não demorou e fui enganada,
Reconheci minha afobação
E segui em busca do grande amor.

Um dia qualquer abraçava amigos,
Vi um depressivo generoso,
Sob fogos de artifícios nos encontramos
E pensei ter achado o grande amor.

Anos depois nos separamos
Porque eu agora me conhecia,
Reconheci minha demora
E fui em busca do grande amor.

Então, numa noite tumultuada
Desembarquei de um vôo demorado
E beijei o meu grande amor.

Não recordo de nada ao redor,
Nem sabia que ele estaria assim,
Ansioso à espera de mim.

Mas sabia que, orgulhoso, ele me perdoaria
Pela demora em me encontrar e re-encontrá-lo,
Mesmo ainda não sendo paciente e sábia,
Porque sei que nós vivemos juntos o grande amor.

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Parabéns, Cidade Maravilhosa!

Foto de Carolina Duarte, da rádio WTK Brasil.

Esta postagem não é apenas uma congratulação ao Rio pelos seus 446 anos de fundação, que foram festejados dia primeiro de março, mas também pela louvável iniciativa governamental de produzir este material (e outros, aos quais infelizmente ainda não tive acesso), de enfrentamento ao preconceito e à discriminação:

http://www.youtube.com/watch?v=9ekNBsSlEvg

Apesar de o trabalho nessa área ter de ser intenso e extenso, iniciativas simples, bem feitas e de fácil acesso como essa auxiliam no trabalho de sensibilização para o valor das diferenças. Outras cidades poderiam seguir o exemplo carioca.

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Monteiro Lobato e a Questão Racial

É comum não pensar sobre isso, mas o problema racial não deveria ser visto como um problema só das pessoas negras, é um problema de todos.
Por negros entendo as pessoas de cor de pele preta ou parda que se reconhecem como tais.
Negar ou lidar inadequadamente com o racismo e suas crias mata: almas, gerações, vidas, literalmente.
Talvez involuntariamente o Conselho Nacional de Educação estimulou uma grande discussão sobre um dos luminares de nossa cultura: Monteiro Lobato.
Para além do lado mítico ou literário desse empreendedor que se tornou o autor fundamental da literatura infanto-juvenil brasileira, colocou-se a questão racial em cena, e a posição de Lobato no seu próprio tempo, marcado ideologicamente pelo eurocentrismo e o eugenismo, e cotidianamente pela exclusão sistemática da população negra.
O autor, qualquer um, deve ser compreendido na sua conjuntura. Já sua obra pode ser criticada à luz da nossa realidade, afinal, esse é o risco da escrita, que se permite diferentes interpretações ao longo dos tempos.
Não é exagerado afirmar que Monteiro Lobato é o justo inspirador de milhares de brasileiros, por meio de histórias insuperáveis como as do Sítio do Picapau Amarelo (aprendi sobre, por exemplo, os príncípios da Lei da Gravitação Universal de Newton, lendo-as, e essa é uma pequeniníssima parte da extraordinária contribuição de Lobato para nossa cultura e ética).
Enfim, para contextualizar bem a questão racial para Lobato, farei algo um pouco incomum, e não sei se "inadequado", de fazer em um blog: citar outro blog.
Veja no link abaixo citações de cartas dele sobre miscigenação que Arnaldo Bloch, d'O Globo, listou:

http://oglobo.globo.com/blogs/arnaldo/posts/2011/03/03/com-palavra-monteiro-lobato-sente-antes-de-ler-366759.asp

Reflita com calma o que é citado, tente evitar pré-conceitos. Nenhum texto é tão óbvio como se pensa.

P.S.: Ah, e pra não deixar passar em branco, informo que a charge do Ziraldo que ilustra esta postagem é do Bloco "Que Merda é Essa?", de Ipanema, que tem dado o que falar neste carnaval.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Carnaval em Brasília

Pacotão, foto acessada no site http://www.fotolog.com.br/marriefosforo/94319045

Vai passar o carnaval em Brasília? O Governo do Distrito Federal fez um site com sugestões de lugares e atividades para quem vai ficar por aqui no carnaval e quer aproveitar a cidade durante esse período, veja no link abaixo:


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terça-feira, 1 de março de 2011

Profana

Ao lado, ilustrando esta postagem, a capa do LP Profana (1984), de Gal Costa, que tornou conhecidas, entre outras, a canção Vaca Profana e a popularíssima Chuva de Prata.


Hoje começa o mês das mulheres (não uso o plural à-tôa, é fundamental ressaltar que somos muitas e diferentes, e não vivenciamos um único modelo de feminilidade e do ser mulher), fiz um poema sobre.


PROFANA
Jaqueline Jesus

Chorei um outro mar
Pra aprender a amar
O que fui e como sou,
Engravidou-me o que restou.

Sou filha da minha verdade,
Quem vive esse detalhe sabe
Que ser a pessoa que se sonha
É coisa rara que a alguns envergonha.

Mas vivo e não tenho medo
Dessa gente de coração azedo
Que grita, sem adular:
"Morra em qualquer lugar"!

Meu mar os mata de sede
E sua diversão é parede
Pra dor que lhes afligo
No seu calmo esconderijo.

Sou profana, porque orações
De quem adora senões
Me tiram do silêncio a companhia,
E me impõe ao lado agonia.

Sorrio e prefiro minha estranha
Coragem e dura artimanha
De dançar o que eles não escutam,
De cultivar a flor que eles amputam.

Então, reconheço que sou terrível,
Inadequada e difícil.
Aos fracos, resta em cada dia o fenecer
De ter um pouco de prazer.

E se do seu fanatismo nada entendo
É porque no peito dúvidas acendo.
Evito olhar a fundo no seu abismo
E tenho carinho pelo meu egoísmo.

Sou eu, então, quem diz que ama
Quando ama, ou que é apenas chama
Quando é chama, pois passarei como tudo,
E como todos serei um passado mudo.

Mas sei que, ao ser o seu sonho uma vez,
Se vai além desse sonho com altivez.
Porque o sonho é o melhor que se pode ser,
É mais do que cabe entre a aurora e o entardecer.

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