A Conferência Going Global 2013 - GG2013, organizada pelo Departamento de Educação Superior Internacional do British Council para líderes e especialistas em educação internacional, ocorrerá de 4 a 6 de março de 2013 no World Trade Center em Dubai.
Tema - "Global education: knowledge-based economies for 21st century nations", abordado em três aspectos:
1. Research and innovation: the role of international collaboration;
2. Developing skilled knowledge workers: the role of international collaboration;
3. Internationalising tertiary education structures and systems.
Maiores informações em http://ihe.britishcouncil.org/going-global.
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Lugar para percepções, ideias e análises a partir de uma visão pessoal, científica e profissional: uma janela, da minha perspectiva, para o mundo. ~o~ Place for perceptions, ideas and analysis from a personal, scientific and professional view: a window, from my perspective, to the world.
sábado, 3 de novembro de 2012
Going Global 2013
A Conferência Going Global 2013 - GG2013, organizada pelo Departamento de Educação Superior Internacional do British Council para líderes e especialistas em educação internacional, ocorrerá de 4 a 6 de março de 2013 no World Trade Center em Dubai.
Tema - "Global education: knowledge-based economies for 21st century nations", abordado em três aspectos:
1. Research and innovation: the role of international collaboration;
2. Developing skilled knowledge workers: the role of international collaboration;
3. Internationalising tertiary education structures and systems.
Maiores informações em http://ihe.britishcouncil.org/going-global.
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Aborto, um relato
Abaixo transcrevo mais um artigo instigante das Blogueiras Feministas:
Aborto, um relato
Toda semana recebemos emails de mulheres desesperadas que nos procuram pedindo ajuda para realizar um aborto. Infelizmente, nada podemos fazer. Por ser crime, não temos como indicar locais e nem procedimentos seguros. Porque qualquer procedimento abortivo, que não esteja previsto em lei, é clandestino e mulheres ainda são presas por isso, podemos inclusive ser acusadas de cumplicidade.
O sentimento de estar grávida sem desejar, sem querer ver o feto se formar é devastador. Por isso, publicamos hoje o relato de H., mulher de 35 anos que conseguiu realizar um aborto clandestino. Por razões óbvias não podemos identificá-la, mas seu desabafo é também o desejo de que outras mulheres não tenham que passar pelo pesadelo de uma gravidez indesejada.
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Texto de H.
O senso comum diz, entre outras coisas, que o sonho de toda mulher é ser mãe, que só nos tornamos completas quando temos filhos, que o relógio biológico sempre fala mais alto. Será? Minha reação ao ver o médico me mostrando o feto na tela durante uma ecografia e ao ouvir o coração dele batendo foi: “puta que pariu, isso não é possível!”. O médico me dando parabéns e eu sentindo como se estivesse recebendo pêsames.
O senso comum também diz, entre outras coisas, que quem engravida é porque quis, porque não tomou cuidado. Mesmo? Perdi a virgindade há 20 anos, já transei com mais de 60 homens, nunca peguei nenhuma DST e, até agora, nunca havia engravidado. Será que sou uma sortuda ou alguém que sempre se cuidou e se preservou? Acho que ter sempre preservativos na bolsa, mesmo fazendo uso de anticoncepcionais, não pode ser classificado como descuido. Ou pode?
Porém, um dia você descobre 3 miomas no útero e precisa retirar o DIU. Um dia, em uma transa, a camisinha estoura e você, por precaução, apela para a pílula do dia seguinte. Um mês depois, você recebe a notícia de que está grávida. O sonho de toda mulher, principalmente daquelas que teriam, como você, maior dificuldade para engravidar. Para mim, o início de um pesadelo, o início do desespero.
Nunca sabemos como reagiremos a uma situação até que estejamos nela. Sempre fui a favor do direito de escolha, mas até este mês eu não sabia como seria minha reação. E, se antes eu já achava nossa legislação injusta com as mulheres, hoje a classifico como bovina! Que legislação é essa que me proíbe de fazer o que eu julgar melhor para mim e que me leva a situações de risco? Quantas mulheres por aí se dão mal por causa de nossa legislação estúpida?
Eu, no desespero e sem encontrar uma clínica, comprei remédios abortivos pela internet. Não funcionaram. Sentimento de maternidade é isso. É o não pertencimento. É não querer um corpo estranho dentro de si. É ficar triste porque o sangramento não era nada e a ida à emergência do hospital resultou apenas em saber que aquele corpo estranho está vivo e bem. É perguntar-se: “Por que esse negócio não morre logo?!” Gastei R$ 738 em comprimidos, para ouvir “parabéns” de um médico durante uma ecografia e ter a sensação de estar em um enterro. Não estou bem financeiramente, não podia ter gasto esse dinheiro, saí do consultório chorando muito, mais desesperada ainda. Alguns dias depois, consegui comprar Cytotec – dessa vez verdadeiro.
Gastei R$ 500 com 4 comprimidos que me deram a pior experiência, em termos de dor, que já tive na vida. Não recomendo a ninguém que não esteja, como eu estava, desesperada. A pior cólica que eu já havia tido até então não se compara: passei um dia inteiro sentindo tanta dor que, às vezes, a sensação era de que eu ia desmaiar! No dia seguinte, ainda sentindo muita dor, fui ao hospital. Precisei tomar soro e medicação para dor direto na veia, fizeram exames de sangue… O alívio não veio com a interrupção da dor e nem com os resultados normais dos exames: outra ecografia e dessa vez o médico me deu a notícia em tom de pêsames, mas minha sensação foi a de estar ouvindo “parabéns, você não está mais grávida”.
Foto do projeto “This Is My Abortion”, da americana Jane, que busca desmitificar a questão do aborto ao publicar fotos que tirou com o celular do seu procedimento, realizado de maneira legal nos Estados Unidos.
Eu não sabia e, para quem, como eu, também não sabe, o aborto não termina aí, a dor física não termina aí. Por sorte, não tive hemorragia forte, não precisei de curetagem, não fiquei hospitalizada. No entanto, para terminar de limpar o útero precisei tomar um remédio (medicação pós-aborto) durante 3 dias. Foram 3 dias sentindo vontade de vomitar, tendo cólicas fortíssimas, sem conseguir nem andar direito, chorando quando a dor voltava.
Fui ao inferno e voltei e, durante minha estada por lá, não me questionei em nenhum momento sobre o que fiz. Faria novamente. Não tenho nenhuma culpa, não tenho nenhuma dúvida. Minto. Tenho dúvidas sim. Me arrisquei, não tive escolha a não ser me arriscar – e não, para mim ser mãe não é uma opção, não é uma escolha, não quero, nunca quis. Porém, bem ou mal, tive $ pra comprar Cytotec, tenho plano de saúde e pude recorrer a atendimento médico… E as mulheres que não têm acesso a nada disso? Será que se algum homem tivesse que passar por isso, nossa legislação seria como é? Se a sua filha tivesse que passar por isso, você continuaria defendendo o direito de um embrião em vez de defender o direito dela?
Assassina. Monstra. Pecadores são rápidos em julgar o pecado alheio. Também já o fui. Percebi que o julgamento é inútil quando se trata da vida alheia – quem sou eu para julgar alguém a partir dos meus valores, das minhas crenças? Do que servem minhas experiências para a vida de alguém que não sou eu? Você quer ter um filho, eu queria fazer um aborto. Talvez amanhã eu queira muito ter um filho e você queira apenas se livrar de uma gravidez indesejada. Você sabe o dia de amanhã? Algum de nós sabe?
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Para saber mais sobre aborto em casos legais no Brasil:
Aspectos éticos do atendimento ao aborto legal (.pdf) – documento formulado pelo Instituto Anis.
Atenção humanizada ao abortamento (.pdf) – norma técnica do Ministério da Saúde.
Prevenção e tratamento dos agravos resultantes da violência sexual contra mulheres e adolescentes (.pdf) – norma técnica do Ministério da Saúde.
Aspectos jurídicos do atendimento às vítimas de violência sexual – perguntas e respostas para profissionais de saúde.
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Tomara que chova três dias sem parar!
Foto tirada na Candangolândia (pra quem não sabe, é uma Região Administrativa do Distrito Federal), fonte aqui, não achei a autoria.
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TOMARA QUE CHOVA
Composta por Paquito e Romeu Gentil em 1950
(Clique no título e ouça na voz de Emilinha Borba).
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Tomara que chova
Três dias sem parar,
Tomara que chova
Três dias sem parar.
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A minha grande mágoa
É lá em casa
Não ter água,
Eu preciso me lavar.
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De promessa eu ando cheio,
Quando eu conto
A minha vida,
Ninguém quer acreditar,
Trabalho não me cansa,
O que cansa é pensar
Que lá em casa não tem água,
Nem pra cozinhar.
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Viva o povo e a cultura brasileira!
~~o~~
domingo, 28 de outubro de 2012
Mais Presidentas e Menos Princesas
Ótimo! Crianças que resistem à pressão histérica de adultos adestrados para impingirem gostos e quereres, em função do que acreditam ser melhor para este ou aquele gênero.
Naturalização dos papeis de gênero desconstruída pela naturalidade infantil.
Fiquei feliz, ainda temos esperança de nos humanizarmos. Há espaço para princesas também, não precisamos odiar quem queira ser princesa. Que venham mais presidentas e menos princesas!
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Menina surpreende Pippa Middleton, irmã da princesa Kate, esposa de William, que estava visitando uma escola infantil em Londres: http://oglobo.globo.com/blogs/pagenotfound/posts/2012/10/27/menina-surpreende-pippa-middleton-odeio-princesas-472365.asp
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sábado, 27 de outubro de 2012
A Mulher Hiper-Real e Outras Mulheres
Comunicação oral realizada na Universidade Federal de Brasília - UnB, no âmbito do II Encontro Nacional de Pesquisa em Moda, em 26 de outubro de 2012.
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A Mulher Hiper-Real e Outras Mulheres no Imaginário e no Corpo Feminino Trans
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Diplomatas Barrados no STF Divulgam Carta
Faço questão de divulgar o questionamento esclarecido da psicóloga Cynthia Ciarallo antes de transcrever a carta dos diplomatas negros barrados no Supremo Tribunal Federal - STF no dia em que o Ministro Joaquim Barbosa foi eleito presidente da Corte:
"E que venha a política de cotas!!! Não pela Diplomacia, mas pela vida de muitos que semelhantes a estes sofrem violações pela simples condição estética de seus corpos? Conviver com um corpo que se vincula às idéias da insegurança, do suspeito. Basta.
E os milhares "não-diplomatas", sem vozes, que tem seus sofrimentos "invisibilizados", silenciados?
Discussões no campo da moral, do sofisma romântico "gostar-ou-não-gostar" ou ações educativas que exigem apenas esforço cognitivo não dão conta de fatores estruturantes na nossa sociedade.
Temos que ser pragmáticos e agir para conseguir, pelo menos, pensar em uma sociedade menos desigual no que tange ao acesso a direitos, nem que seja para nossos tataranetos!
Ingenuidade ainda acreditar que tudo é uma questão de competência pessoal... engodo do liberalismo... lutemos por maior trânsito da diversidade.
Política de cotas já!! Esta é alternativa que temos hoje. E que construamos outras!! Logo. O tempo de começar já passou, há centenas de anos".
Cynthia Ciarallo
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Segundo o secretário de segurança institucional do STF, José Fernando Martinez, eles teriam sido classificados como "dupla de comportamento suspeito". Típico do modelo de suspeito (negro) adotado pela segurança pública em nosso país hipocritamente racista:
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_Brasília, 11 de outubro de 2012,_
Nós, Carlos Frederico Bastos Peres da Silva e Fabrício Araújo Prado, viemos registrar nossa indignação com o tratamento que recebemos da equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal.
O Senhor Carlos Frederico dirigiu-se, por volta das 14 horas do dia 10 de outubro, ao Supremo Tribunal Federal, a fim de assistir à eleição dos novos Presidente e Vice-Presidente da Egrégia Corte. Ao chegar ao Tribunal, passou pelo detector de metais, sem que houvesse nenhuma anormalidade, e seguiu em direção à mesa de identificação e registro do público, a qual dá acesso ao salão plenário. Ao entregar sua identidade funcional de diplomata, foi informado, pela atendente, de que havia um problema no sistema eletrônico de identificação. Ato contínuo, um segurança aproximou-se e reiterou que o sistema de registro havia sofrido pane, razão pela qual não seria possível autorizar a entrada do Senhor Carlos Frederico à plenária.
Causou estranheza que ele tenha sido o único visitante a ser afetado pela pane, uma vez que diversas outras pessoas, brasileiras e estrangeiras, entraram no salão sem empecilho algum.
Diante da demora em ver o problema resolvido, o Senhor Carlos Frederico reiterou a pergunta ao segurança sobre o que estava acontecendo. O segurança repetiu o argumento da pane do sistema e conduziu o Senhor Carlos Frederico até a saída do STF, pedindo que ele aguardasse lá enquanto o problema estava sendo resolvido.
Por volta das 14:10 horas, o Senhor Fabrício Prado chegou ao STF para encontrar-se com o Senhor Carlos Frederico (ambos diplomatas e colegas de trabalho). Ao ver seu colega do lado de fora, o Senhor Fabrício Prado perguntou a um segurança que se encontrava na entrada se haveria algum problema. O mesmo segurança esclareceu que a situação já estaria sendo resolvida e que o Senhor Fabrício Prado poderia passar pelo detector de metais e proceder à identificação. Assim o fez. Ao chegar à mesa de identificação, foi comunicado pela atendente que, também no seu caso, havia um problema no sistema. Logo depois, o Senhor Carlos Frederico foi novamente conduzido por outro segurança (não o senhor Juraci) à mesa de registro e lá se juntou ao Senhor Fabrício, enquanto aguardavam pela solução da "pane". Passado algum tempo, durante o qual outras pessoas se identificaram e entraram no salão plenário, o segurança Juraci fez ligação telefônica e informou que a entrada havia sido autorizada. Questionado sobre a razão do problema, mencionou "razões internas de segurança".
Já dentro da plenária, tivemos a oportunidade de conversar com o chefe da segurança, salvo engano, chamado Cadra. Ele explicou que as restrições à entrada remontavam à nossa primeira visita ao salão plenário ao Supremo Tribunal Federal, no dia 3 de outubro. Não entrou em maiores detalhes, mas disse que teríamos demonstrado comportamento suspeito naquela ocasião. No dia 3 de outubro, chegamos juntos ao STF, de ônibus, e passamos por três controles de segurança do STF, a saber: o externo, localizado na Praça dos Três Poderes (a cerca de 10 a 20 metros de distância do ponto de ônibus); o de metais, na entrada do Palácio do STF; e o interno, na mesa de identificação e registro do público geral. Assistimos a parte da sessão de julgamento da Ação Penal 470 e saímos separados.
Ao final da eleição do dia 10 de outubro, deixamos o STF e retornamos ao Ministério das Relações Exteriores. Inconformados com o tratamento constrangedor e sem entender o fundamento da alegação de "comportamento suspeito", retornamos ao STF, por volta das 16:45 horas, em busca de esclarecimentos. Fomos, então, recebidos pelo Secretário de Segurança Institucional do STF, o senhor José Fernando Nunez Martinez, em seu gabinete. Este último esclareceu que estava ciente de nosso caso desde a primeira visita ao STF, no dia 3 de outubro, ocasião na qual teríamos sido classificados como "dupla de comportamento suspeito".
No dia 3 de outubro, a "suspeição" teria sido registrada em nossos cadastros pessoais do sistema de segurança da Corte, disse o Senhor Martinez. Esclareceu que, ao retirar o Senhor Carlos Frederico das dependências do STF, o Senhor Juraci teria desobedecido a suas ordem diretas, as quais determinariam que ninguém poderia ser retirado daquelas dependências sem aval da chefia de segurança. O Senhor Martinez afirmou, ainda, que o assunto deveria ter sido conduzido de outra maneira. Disse, literalmente, que a equipe de segurança teria visto "fantasmas", os quais teriam crescido ao longo do tempo e provocado o incidente do dia 10 de outubro.
Não satisfeitos com a explicação oferecida pelo Secretário de Segurança, perguntamos qual teria sido o "comportamento suspeito" de nossa parte. Após ressalvar que esse é um julgamento subjetivo dos agentes de segurança e que não teria sido ele próprio a formar esse juízo, enumerou os supostos motivos que lhe foram relatados pela equipe de segurança:
1- Que nós teríamos aparência "muito jovem" para ser diplomatas. Registre-se, aqui, que o Senhor Carlos Frederico tem 45 anos e que o senhor Fabrício Prado tem 31 anos de idade, como atestam as carteiras de identidade emitidas pelo Ministério das Relações Exteriores, apresentadas à mesa de identificação já no dia 3 de outubro
2- Que os seguranças suspeitaram da veracidade dos documentos de identidade apresentados
3- Que, na saída da sessão do dia 3 de outubro, as suspeitas teriam sido reforçadas por termos, supostamente, saído "juntos" do STF, "com o passo acelerado", comportamento interpretado como tentativa de despistar os seguranças que nos seguiam.
Cumpre esclarecer que, no dia 3 de outubro, deixamos o STF em momentos distintos, o que não condiz com o relato que, segundo o Secretário de Segurança, lhe teria sido feito por sua equipe. Além disso, nunca nos demos conta de que estávamos sendo seguidos nem apressamos passo algum. Todas estas revelações nos causaram desconforto ainda maior com relação aos incidentes.
Perguntado se o incidente teria relação com o fato de sermos afrodescendentes, negou veementemente que o comportamento da equipe de segurança tivesse tais motivações. Também pediu desculpas em nome de sua equipe pela sucessão de incidentes.
Diante da gravidade dos fatos relatados, manifestamos nossa indignação com os injustificados constrangimentos aos quais fomos submetidos, a saber: registro no cadastro de entrada como "suspeitos"; remoção temporária do Senhor Carlos Frederico das dependências do STF; obstruções a nossa entrada na plenária; e perseguição por seguranças após nossa saída do STF.
Sentimos-nos discriminados pelo tratamento recebido --e no caso do Senhor Carlos Frederico, profundamente humilhado por ter sido retirado do STF no dia 10 de outubro.
Dada a natureza "kafkiana" dos incidentes, as explicações insuficientes e desprovidas de qualquer lógica razoável prestadas pela Secretaria de Segurança Institucional não nos satisfazem, razão pela qual não nos furtaremos a adotar as medidas cabíveis para fazer valer nossos direitos.
Não poderíamos deixar de expressar nossa tristeza com o fato de termos sido submetidos a tal constrangimento na data da eleição do primeiro negro a assumir a Presidência do Supremo Tribunal Federal, pelo qual temos profundo respeito e admiração.
Atenciosamente,
Carlos Frederico Peres Bastos da Silva
Fabrício Araújo Prado
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sábado, 20 de outubro de 2012
Livro no qual sou Autora ganhou o Prêmio Jabuti 2012!
Uma ótima surpresa:
O livro PSICOLOGIA SOCIAL: PRINCIPAIS TEMAS E VERTENTES ganhou o 3º lugar no PRÊMIO JABUTI 2012, na categoria Psicologia e Psicanálise.
Leia a notícia aqui: Vencedores do 54° Prêmio Jabuti são anunciados; veja a lista
Sou autora de dois capítulos nessa publicação:
"Preconceito, estereótipo e discriminação", com minha amiga Amália Raquel Perez:
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E "Atração e repulsa interpessoal":
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O livro foi organizado pelos professores Cláudio Vaz Torres e Elaine Rabelo Neiva, e publicado pela Editora Artmed.
MUITO ORGULHO E ALEGRIA!
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E "Atração e repulsa interpessoal":
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O livro foi organizado pelos professores Cláudio Vaz Torres e Elaine Rabelo Neiva, e publicado pela Editora Artmed.
MUITO ORGULHO E ALEGRIA!
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