Para minha alegre surpresa, fui apontada pelas Blogueiras Negras como uma das 25 negras mais influentes da internet!
Estou muito lisonjeada por constar na lista #25webnegras, junto a colegas que tanto têm feito, com suas ideias e palavras, para que novas formas de pensar e agir se tornem mais comuns em nossa sociedade.
E seguimos batucando: "Lá vem a negrada que faz o astral da avenida / Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar "!
Lugar para percepções, ideias e análises a partir de uma visão pessoal, científica e profissional: uma janela, da minha perspectiva, para o mundo. ~o~ Place for perceptions, ideas and analysis from a personal, scientific and professional view: a window, from my perspective, to the world.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Psicologia das Massas: Contexto e Desafios Brasileiros - Artigo Psychology of Masses: Context and Brazilian Challenges - Article
PSICOLOGIA DAS MASSAS: CONTEXTO E DESAFIOS BRASILEIROS
Jaqueline Gomes de Jesus, Universidade de Brasília.
Artigo científico publicado na revista Psicologia & Sociedade, da Associação Brasileira de Psicologia Social - ABRAPSO, volume 25, número 3. Disponível eletronicamente em http://www.ufrgs.br/seerpsicsoc/ojs2/index.php/seerpsicsoc/article/view/3649/2266
RESUMO
A interpenetração de valores e práticas sociais entre culturas, no contexto da globalização, é baseada na interdependência econômica dos países, em meios de transportes mais eficazes, na comunicação aberta e em mobilizações massivas. O fenômeno das massas ou multidões tem sido objeto de vários estudos, especialmente pelas Ciências Sociais. A Psicologia, porém, pouco tem contribuído na discussão. Uma das dimensões dessa realidade é a formação de novos movimentos sociais, que buscam modelos alternativos de apoio e organização, e têm conduzido, ao redor do mundo, mobilizações de rua que superam seus objetivos iniciais, a exemplo dos distúrbios em Londres e da Primavera Árabe. Este artigo apresenta um histórico do conceito de massas, sua abordagem como construto psicossocial, o desenvolvimento do conceito e os desafios para sua pesquisa e aplicação no âmbito da Psicologia Social brasileira.
Palavras-chave: globalização; mobilização; identidade social; processos grupais; massas.
PSYCHOLOGY OF MASSES: CONTEXT AND BRAZILIAN CHALLENGES
Jaqueline Gomes de Jesus, University of Brasília, Brazil.
Scientific article published in Psychology & Society journal, from the Brazilian Association of Social Psychology - ABRAPSO, volume 25, number 3. Electronically available at http://www.ufrgs.br/seerpsicsoc/ojs2/index.php/seerpsicsoc/article/view/3649/2266
ABSTRACT
Interpenetration of values and social practices between cultures, in the context of globalization, it is based on the economical interdependency of countries, on more effective transportation means, on the open communication and in massive mobilizations. The phenomenon of the masses or crowds has been subject of several studies, especially by the Social Sciences. Psychology, although, has contributed little in the discussion. One of the dimensions of this reality is the formation of new social movements, that seek alternative models of support and organization, and have led, around the world, street mobilizations which surpass their original aims, like London Riots and Arab Spring. This article presents a history of the concept of masses, its approach as psychosocial construct, the development of the concept and the challenges to its research and application in brazilian Social Psychology.
Keywords: globalization; mobilization; social identity; group processes; masses.
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
De Volta ao Lar
Colegas,
Hoje meu João recebeu alta, estamos muito felizes!
Nosso Natal será em casa, descansando, com a ceia mais simples e deliciosa de nossas vidas!
Muito obrigada a todas e a todos vocês, amigos, familiares, colegas e demais pessoas que torceram pela melhora da saúde dele, deu certo.
Que vocês tenham paz, saúde e amor nesta data. Nós estamos tendo!
Beijos nossos.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Trabalho e Diversidade: Desafios em uma Sociedade Excludente - VIII COPENE
Simpósio Temático TRABALHO E DIVERSIDADE: DESAFIOS EM UMA SOCIEDADE EXCLUDENTE
Este Simpósio Temático visa a discutir o significado do trabalho, e os desafios para plena inserção e ascensão profissional, com relação a pessoas oriundas de grupos sócio-historicamente discriminados, na conjuntura de uma sociedade excludente - racista, machista, homofóbica, classista, transfóbica, entre outras formas de discriminação estrutural. Propõe-se um debate sobre a transversalidade da categoria trabalho ao âmbito da diversidade humana, a qual contrapõe identidades sociais a dominâncias culturais. Considerar as conexões entre trabalho e diversidade, a partir das profundas transformações produtivas que vêm ocorrendo no cenário nacional e internacional, é uma premissa para os trabalhos que serão apresentados. Serão recepcionados, ainda, estudos que contextualizem observações teóricas sobre o mundo do trabalho contemporâneo, com suas múltiplas dimensões sociais e identitárias, em articulação com as demandas de diferentes movimentos sociais por inclusão laboral, por meio de variados tipos de ações afirmativas.
Bibliografia:
André, M. C. (2007). Processos de subjetivação em afro-brasileiros: anotações para um estudo. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 23(2), 159-167.
Carone, I., & Bento, M. A. S. (2002). Psicologia social do racismo – estudos sobre branquitude e branqueamento no Brasil. Petrópolis: Vozes.
Fleury, M. T. L. (2000). Gerenciando a diversidade cultural: experiências de empresas brasileiras. Revista de Administração de Empresas, 40(3), 18-25.
Gomes, J. B. B. (2001). Ação afirmativa e princípio constitucional da igualdade. Rio de Janeiro: Renovar.
Gomes, N. L. (1995). A mulher negra que vi de perto: o processo de construção da identidade racial de professoras negras. Belo Horizonte: Mazza.
Jesus, J. G. (2013). O desafio da convivência: assessoria de diversidade e apoio aos cotistas (2004-2008). Psicologia: Ciência e Profissão, 33(1), 222-233.
Lima, M. E. O., & Vala, J. (2004). Sucesso social, branqueamento e racismo. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 20(1), 11-19.
Moreira, D. (2003). Reflexões sobre mudanças sócio-raciais no Brasil. In: Racismos contemporâneos. Rio de Janeiro: Takano Editora Gráfica.
Nkomo, S. M., & Cox, T. Jr. (1999). Diversidade e identidade nas organizações. In: Handbook de estudos organizacionais: modelos de análise e novas questões em estudos organizacionais. São Paulo: Atlas.
Pérez-Nebra, A. R., & Jesus, J. G. (2011). Preconceito, estereótipo e discriminação. In: Psicologia social: principais temas e vertentes. Porto Alegre: ArtMed.
Silvério, V. R. (2002). Ação afirmativa e o combate do racismo institucional no Brasil. Cadernos de Pesquisa, 117, 219-246.
Torres, C. V., & Pérez-Nebra, A. R. (2004). Diversidade cultural no contexto organizacional. In: Psicologia, organizações e trabalho no Brasil. Porto Alegre: Artmed.
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Inscrições de trabalhos de 10/12/2013 a 10/04/2014, em http://www.para2014.copene.org/pessoaevento/busca.
Divulgação do resultado em 10/05/2014.
Maiores informações no site do VIII COPENE: http://www.para2014.copene.org
domingo, 8 de dezembro de 2013
Afastamento por Questões de Saúde
Colegas,
Tenho estado e continuarei afastada por um tempo do blog, a fim de cuidar do meu marido, que está com um problema de saúde.
Desejo paz e saúde para tod@s.
Abraços Fraternos,
Jaqueline.
sábado, 16 de novembro de 2013
Sou Mensageira Entre Mundos
Após qualquer impressão inicial ante ao título, é importante esclarecer que este não é um texto espírita.
Frente aos constantes pedidos para falar sobre mim — assunto que considero extremamente enfadonho — e relatar algumas de minhas memórias, resolvi me posicionar a respeito, e irei frustrar a segunda parte dos anseios de meus leitores (creio que somente quem passou dos 60 anos de idade tem uma história de vida significativa para ser contada — se não morrer antes).
Falando nisso, se um dia alguém ousar escrever sobre mim, e uma lei da censura prévia para biografias estiver em vigor, desde já autorizo, mas somente na condição de que ele ou ela comece o texto relatando a cena do meu falecimento:
Na clareira de um manguezal, à foz de um rio, estão sentadas a velha e a criança, duas em uma como sempre fui até a morte. A senhora de idade moldando o barro para fazer vasilhas e a ingênua criancinha se divertindo ao apertar a lama, sentindo prazer em vê-la escorrer barulhenta entre os dedos.
A idosa observa feliz a pessoinha entretida, indiferente ao mundo que a cerca e agora enfiando o braço no buraco de um caranguejo, enquanto se pergunta, sob os raios de Sol que passam entre as folhas, qual será sua próxima aventura.
A senhora devaneia satisfeita com a lembrança das paixões e do amor de sua vida, a criança fica com água na boca só de pensar em comer pães de queijo, beijus, frango assado com a pele, iogurtes e ambrosia!
É neste momento que o Tempo chega, vindo do Sertão, terra vermelha embaixo das unhas dos pés, e nos chama para um passeio, damos as mãos a ele, que gentilmente nos leva em direção ao Mar.
Voltemos ao presente. Bastante tempo tenho refletido sobre o meu temperamento e a natureza das minhas ações, sei que sou, por vezes, a criatura chata e ácida que vai construindo modos de luta ao longo da vida; e em outros momentos, a sonhadora deslocada do seu entorno que vai plantando flores pelo caminho; aquela que vive as mil condições de se chamar "eu" entre rotinas e impasses de uma sociedade conformada e excludente; a pensadora que observa e questiona os mecanismos de poder, repensa teorias e práticas.
Isso tudo não sintetiza quem eu sou, aquilo que não me confunde com outras gentes, depois do meu trigésimo quinto aniversário. O meu ser não é um ou todos meus rótulos e identidades sociais pontuados ou intersecionados, quem eu sou não o é no sentido de existir, tampouco no de estar, mas num outro, inusual, o de fazer.
Eu sou o que eu faço. O resto são imagens e abstrações.
Não paro de pensar nos subalternizados, nos considerados abjetos, nos inferiorizados pelo olhar desumanizador sobre os outros.
Esta é a minha obsessão: eu poderia somar as horas de cada conversa, palestra e aula na qual abordei a questão da diversidade humana e certamente contaria dias.
Recostada, sentada, em pé, à janela - observo com amargor e uma ponta de desespero a marcha inexorável dsa ideias e atos que transformam seres humanos em subcidadãos, déspotas, criaturas naturalizadas ou alienados servidores das oligarquias. Ela continua, ela prossegue, ela tem cargos. Eles falam, eles denunciam, eles marcham.
Algo que posso falar sobre mim é que observar e escrever a respeito é tudo e o melhor que eu sei fazer. Eu poderia não estar escrevendo deste lugar, como poderei não mais escrever a partir dele, mas onde quer que eu estivesse ou esteja, continuaria e continuarei descrevendo e analisando o mundo com este mesmo sentimento de Graça, uma igual sensação de puro prazer. Esse é um exercício que exige sangue, suor e, às vezes, lágrimas, semelhante ao exaustivo trabalho de desenhar e montar um mosaico, essa amada arte da incompletude e do fragmento feita por pessoas obcecadas.
No fundo, olhando dentro e fora de mim, somando tudo de diverso no sempre fiz e faço, vejo que, à margem e no meio de tudo, eu sou, no que faço, uma mensageira entre mundos, os quais, dialeticamente, são o mesmo.
Imagens explicam melhor que palavras, mesmo que aquelas sejam expressas por estas: do telhado da outrora nossa casa amarela no Setor “O”, periferia de Brasília, a criança que eu fui observa a Barragem do Descoberto e os planaltos goianos logo ali, depois da fronteira imaginária. Ela imagina o que há além daquele horizonte, pois conhece o mar do nordeste brasileiro desde os três meses de idade porém nunca foi a Goiânia.
Desce cuidadosamente, utilizando o velho limoeiro como apoio, e consulta a pequena biblioteca que seu pai e sua mãe montaram, com enciclopédias e livros de ficção, buscando respostas para as muitas questões que lhe assomam a mente curiosa. À noite irá aprofundar sua pesquisa, escavando entre as publicações da rica biblioteca da escola pública onde sua mãe trabalha, depois de lecionar durante o dia, para melhorar a renda e cuidar dos livros e leitores.
Jovem, comecei logo a usar meus próprios pés para conviver com as vidas e lugares além do horizonte conhecido pela criança. Assim faço e sou até hoje, aqui ou ali.
Perdoe-me quem se angustia ou se irrita por eu ser tão verdadeira: quem você afirma que eu sou, e como eu me chamo algumas vezes, não me descreve no que sou. Minhas identidades, e as suas, não cabem na prisão de um discurso - ou, como outros preferem, de um ato de fala. Esses atos servem em certos momentos.
Somos o que fazemos, neste momento você que me lê me faz uma mensageira entre mundos. Logo, quem é você?
domingo, 10 de novembro de 2013
2º Simpósio Gênero & Diálogos Interdisciplinares
2º Simpósio Gênero & Diálogos Interdisciplinares: políticas e legislações para mulheres na América Latina
De 11 a 13 de novembro, no Auditório 3 da Faculdade de Saúde, Universidade de Brasília - UnB. Entrada franca.
Realização: UnB - Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher/NEPeM.
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