segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Relações Sociais no Trabalho

Relações Sociais no Trabalho: estratégias de resistência psicossocial e política dos trabalhadores, com Jaqueline Gomes de Jesus

Estão tod@s convidad@s para essa roda de conversa, organizada pelo professor João Batista Ferreira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, na qual tratarei do tema Relações Sociais no Trabalho, a partir do reconhecimento das resistências e insurgências dos trabalhadores!

14/10/2014, às 14 horas
Instituto de Psicologia - UFRJ, Campus Praia Vermelha, Sala 7

Maiores informações em https://www.facebook.com/events/1477456225861579

domingo, 12 de outubro de 2014

Lançamento de "O Que É Racismo" em Luanda


Convite para o lançamento do nosso livro "O Que É Racismo?" na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, em Luanda, Angola, no dia 24 de outubro!

sábado, 11 de outubro de 2014

Desaprender o Natural


Nesta sexta-feira foi difícil chegar até a aula sobre diversidade no trabalho, no campus da UFRJ no Fundão.

O Túnel Rebouças estava parado, e depois um trecho da Linha Vermelha. Levei uma hora para um itinerário no qual costumo chegar em 20 minutos.

Estamos no módulo sobre habilidades físicas, já abordamos cor/raça e idade. Discutíamos sobre a invisibilidade de populações sócio-historicamente discriminadas quando um colega lembrou algo fundamental: por que não vemos nomes de praças, ruas e monumentos em homenagem a grandes personalidades, como Aleijadinho, negro e com deficiência física?

Evidenciou-se para os colegas que eles nunca tinham reparado nessa ausência, ou melhor, até então não perceberam que ela era comum, quando lembramos de personagens negros, indígenas, mulheres e com necessidades especiais da nossa história. Essa não pode ser uma mera coincidência, em um país que, como reconhecemos a partir de exemplos, relatos e dinâmicas, é profundamente racista, sexista, machista, capacitista, homofóbico, trasnfóbico, classista...

O desaprendizado do natural se expressando espontaneamente.

Apesar do cansaço, uma das recompensas de ensinar é ver que os alunos começam a reconhecer o estranho no que se costumar ter como natural. Nisso há aprendizado, que não é restrito aos estudantes.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O Dia de Eleição, na Visão do (E)leitor

Por Jorge Antonio Barros para a Coluna do Ancelmo Góis/O Globo.


"O Rio viveu hoje um domingo atípico, com trânsito intenso de veículos, restaurantes lotados e suspensas as áreas de lazer do Aterro do Flamengo e da orla da Zona Sul da cidade. Foi a sétima eleição presidencial, desde a redemocratização há 25 anos".

Leia a nota completa em http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo

domingo, 5 de outubro de 2014

Entrevista a Márcio Sales Saraiva


Concedi entrevista sobre transfeminismo, movimento negro e eleições, sob a perspectiva de gênero, ao sociólogo e cientista político Márcio Sales Saraiva.

Confira em http://professormarciosaraiva.com.br/jaqueline-gomes-fala-sobre-transfeminismo-movimento-negro

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Eleições 2014: Posicionamento Ético-Político do CRP-DF


ELEIÇÕES 2014

POSICIONAMENTO ÉTICO-POLÍTICO DO CRP DF

Considerando que o(a) psicólogo(a) deve atuar com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente a realidade política, econômica, social e cultural (Código de Ética Profissional, Princípio III) e que processos políticos impactam na produção de subjetividades e práticas sociais;

O Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal (CRP DF) aponta princípios cujas presenças devem ser estruturantes nas plataformas de candidatas e candidatos nas Eleições 2014, haja vista os marcos regulatórios que orientam a profissão, a saber, a Declaração Universal de Direitos Humanos e a Constituição Federal:

• pela promoção e defesa da ampliação contínua e progressiva da democracia brasileira;

• por representações políticas sem favorecimentos corporativos ou autárquicos. Ser psicóloga ou psicólogo não são condições primeiras para se eleger um(a) candidato(a), sob o argumento de que cuidarão de interesses da categoria, mas sim seu compromisso com a população brasileira na garantia e ampliação da cidadania de todas e todos;

• pela defesa da laicidade do Estado – que não implica em um Estado que se opõe à religião, mas, ao contrário que protege a liberdade de crenças evitando a sobreposição de alguma religião em questões políticas e a conseqüente violação dos direitos e liberdades individuais;

• pelos direitos das mulheres, com destaque aos direitos sexuais e reprodutivos, combatendo todas as formas de machismo e discriminação;

• pelo direito à diversidade na convivência familiar. A família nuclear tradicional não representa todas as possibilidades de arranjos familiares;

• pelo fortalecimento dos laços sociais e da cidadania como meios para a resolução dos conflitos sociais e responsabilização em detrimento do recrudescimento penal e/ou da oportunista bandeira da redução da maioridade penal;

• pela ampliação dos investimentos em saúde e sua oferta garantida à luz da laicidade, sem repasse de recurso público para serviços atravessados por discursos ou práticas de caráter dogmático-religioso;

• por uma sociedade equânime que respeite a diversidade humana (de gênero, cor/raça, etnia, orientação sexual, idade, habilidades físicas e cognitivas, classe social, origem geográfica, profissão, entre outras dimensões).

CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DO DISTRITO FEDERAL - 1ª REGIÃO

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Eu sou uma Jaqueline


Eu sou Jaqueline da terra vermelha, do mar azul celeste, dos livros na estante e na cabeceira da cama, das noites em claro, de uma antiga família de mestiços, de uma extensa linhagem de feiticeiras.

Eu sou uma velha também, no meu sangue o café de Minas, nas minhas carnes as frutas do Cerrado, nos meus ossos a farinha de Sergipe. No coração, a Baía da Guanabara.

Eu sou, ainda, uma criança, mais um desses quereres silenciosos, que vez ou outra gritam pelas ruas, que quase sempre vagueiam pelas escuras estradas da vida com lanterna na mão, à cata de sonhos diamantinos.

Eu sou sim mulher do mato, minha alma é da floresta. Sou mais uma folha na grande árvore de nós, mais uma negra que cultiva hortas... E tão-somente uma Jaqueline, um "sorriso com óculos de doutora".