Hoje saúdo os meus colegas de profissão, em especial aqueles que lutam para que a Psicologia se torne uma ciência mais eficaz e uma profissão melhor reconhecido, com verdadeira inserção na sociedade, para que os métodos e instrumentos que desenvolvemos não se restrinjam às academias, mas se tornem úteis para as pessoas em seu dia-a-dia.Lugar para percepções, ideias e análises a partir de uma visão pessoal, científica e profissional: uma janela, da minha perspectiva, para o mundo. ~o~ Place for perceptions, ideas and analysis from a personal, scientific and professional view: a window, from my perspective, to the world.
sábado, 27 de agosto de 2011
Dia d@ Psicólog@
Hoje saúdo os meus colegas de profissão, em especial aqueles que lutam para que a Psicologia se torne uma ciência mais eficaz e uma profissão melhor reconhecido, com verdadeira inserção na sociedade, para que os métodos e instrumentos que desenvolvemos não se restrinjam às academias, mas se tornem úteis para as pessoas em seu dia-a-dia.quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Dimensões da Diversidade Hoje
Na próxima terça-feira, dia 30 de agosto, às 19 horas, ministrarei uma aula-show na Faculdade Iesgo, em Formosa - GO, sobre as dimensões fundamentais da diversidade e suas articulações com o mundo contemporâneo, no contexto da Era da Informação e da Globalização.
As dimensões centrais, de Idade, Gênero, Raça/Etnia, Orientação Sexual e Habilidade Física serão tratadas, com aprofundamento do debate sobre Gênero, Raça/Etnia e Orientação Sexual.
O evento é parte da Semana de Psicologia, de 29 de agosto a 2 de setembro, que tratará do tema Psicologia e Diversidade Humana. Veja a programação completa:
29/08 - Abertura - A Nossa Diversidade É A Nossa Riqueza - Apresentação dos Professores
30/08 - Palestra - Dimensões da Diversidade Hoje - Psicóloga Jaqueline Gomes de Jesus
31/08 - Vivência - Sociodrama sobre Psicologia e Diversidade Humana - Psicólogos Kayano Augusto e Monique Silva
01 e 02/09 - Mini-Cursos e Oficinas Ministrados pelos Professores
Parabéns aos organizadores por esta bela iniciativa de sensibilização para o valor das diferenças!
Questões de Gênero e Raça na Personalidade
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Ser Negro(a) no Brasil Hoje

SER NEGRO NO BRASIL HOJE
Milton Santos
Geógrafo, professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP
Fonte: Folha de S.Paulo, Mais, Brasil 501 d.C., 07/05/2000.
Ética enviesada da sociedade branca desvia enfrentamento do problema negro
Há uma frequente indagação sobre como é ser negro em outros lugares, forma de perguntar, também, se isso é diferente de ser negro no Brasil. As peripécias da vida levaram-nos a viver em quatro continentes, Europa, Américas, África e Ásia, seja como quase transeunte, isto é, conferencista, seja como orador, na qualidade de professor e pesquisador. Desse modo, tivemos a experiência de ser negro em diversos países e de constatar algumas das manifestações dos choques culturais correspondentes. Cada uma dessas vivências foi diferente de qualquer outra, e todas elas diversas da própria experiência brasileira. As realidades não são as mesmas. Aqui, o fato de que o trabalho do negro tenha sido, desde os inícios da história econômica, essencial à manutenção do bem-estar das classes dominantes deu-lhe um papel central na gestação e perpetuação de uma ética conservadora e desigualitária. Os interesses cristalizados produziram convicções escravocratas arraigadas e mantêm estereótipos que ultrapassam os limites do simbólico e têm incidência sobre os demais aspectos das relações sociais. Por isso, talvez ironicamente, a ascensão, por menor que seja, dos negros na escala social sempre deu lugar a expressões veladas ou ostensivas de ressentimentos (paradoxalmente contra as vítimas). Ao mesmo tempo, a opinião pública foi, por cinco séculos, treinada para desdenhar e, mesmo, não tolerar manifestações de inconformidade, vistas como um injustificável complexo de inferioridade, já que o Brasil, segundo a doutrina oficial, jamais acolhera nenhuma forma de discriminação ou preconceito.
500 anos de culpa
Agora, chega o ano 2000 e a necessidade de celebrar conjuntamente a construção unitária da nação. Então é ao menos preciso renovar o discurso nacional racialista. Moral da história: 500 anos de culpa, 1 ano de desculpa. Mas as desculpas vêm apenas de um ator histórico do jogo do poder, a Igreja Católica! O próprio presidente da República considera-se quitado porque nomeou um bravo general negro para a sua Casa Militar e uma notável mulher negra para a sua Casa Cultural. Ele se esqueceu de que falta nomear todos os negros para a grande Casa Brasileira. Por enquanto, para o ministro da Educação, basta que continuem a frequentar as piores escolas e, para o ministro da Justiça, é suficiente manter reservas negras como se criam reservas indígenas. A questão não é tratada eticamente. Faltam muitas coisas para ultrapassar o palavrório retórico e os gestos cerimoniais e alcançar uma ação política consequente. Ou os negros deverão esperar mais outro século para obter o direito a uma participação plena na vida nacional? Que outras reflexões podem ser feitas, quando se aproxima o aniversário da Abolição da Escravatura, uma dessas datas nas quais os negros brasileiros são autorizados a fazer, de forma pública, mas quase solitária, sua catarse anual?
Hipocrisia permanente
No caso do Brasil, a marca predominante é a ambivalência com que a sociedade branca dominante reage, quando o tema é a existência, no país, de um problema negro. Essa equivocação é, também, duplicidade e pode ser resumida no pensamento de autores como Florestan Fernandes e Octavio Ianni, para quem, entre nós, feio não é ter preconceito de cor, mas manifestá-lo. Desse modo, toda discussão ou enfrentamento do problema torna-se uma situação escorregadia, sobretudo quando o problema social e moral é substituído por referências ao dicionário. Veja-se o tempo politicamente jogado fora nas discussões semânticas sobre o que é preconceito, discriminação, racismo e quejandos, com os inevitáveis apelos à comparação com os norte-americanos e europeus. Às vezes, até parece que o essencial é fugir à questão verdadeira: ser negro no Brasil o que é? Talvez seja esse um dos traços marcantes dessa problemática: a hipocrisia permanente, resultado de uma ordem racial cuja definição é, desde a base, viciada. Ser negro no Brasil é frequentemente ser objeto de um olhar vesgo e ambíguo. Essa ambiguidade marca a convivência cotidiana, influi sobre o debate acadêmico e o discurso individualmente repetido é, também, utilizado por governos, partidos e instituições. Tais refrões cansativos tornam-se irritantes, sobretudo para os que nele se encontram como parte ativa, não apenas como testemunha. Há, sempre, o risco de cair na armadilha da emoção desbragada e não tratar do assunto de maneira adequada e sistêmica.
Marcas visíveis
Que fazer? Cremos que a discussão desse problema poderia partir de três dados de base: a corporeidade, a individualidade e a cidadania. A corporeidade implica dados objetivos, ainda que sua interpretação possa ser subjetiva; a individualidade inclui dados subjetivos, ainda que possa ser discutida objetivamente. Com a verdadeira cidadania, cada qual é o igual de todos os outros e a força do indivíduo, seja ele quem for, iguala-se à força do Estado ou de outra qualquer forma de poder: a cidadania define-se teoricamente por franquias políticas, de que se pode efetivamente dispor, acima e além da corporeidade e da individualidade, mas, na prática brasileira, ela se exerce em função da posição relativa de cada um na esfera social.
Costuma-se dizer que uma diferença entre os Estados Unidos e o Brasil é que lá existe uma linha de cor e aqui não. Em si mesma, essa distinção é pouco mais do que alegórica, pois não podemos aqui inventar essa famosa linha de cor. Mas a verdade é que, no caso brasileiro, o corpo da pessoa também se impõe como uma marca visível e é frequente privilegiar a aparência como condição primeira de objetivação e de julgamento, criando uma linha demarcatória, que identifica e separa, a despeito das pretensões de individualidade e de cidadania do outro. Então, a própria subjetividade e a dos demais esbarram no dado ostensivo da corporeidade cuja avaliação, no entanto, é preconceituosa.
A individualidade é uma conquista demorada e sofrida, formada de heranças e aquisições culturais, de atitudes aprendidas e inventadas e de formas de agir e de reagir, uma construção que, ao mesmo tempo, é social, emocional e intelectual, mas constitui um patrimônio privado, cujo valor intrínseco não muda a avaliação extrínseca, nem a valoração objetiva da pessoa, diante de outro olhar. No Brasil, onde a cidadania é, geralmente, mutilada, o caso dos negros é emblemático. Os interesses cristalizados, que produziram convicções escravocratas arraigadas, mantêm os estereótipos, que não ficam no limite do simbólico, incidindo sobre os demais aspectos das relações sociais. Na esfera pública, o corpo acaba por ter um peso maior do que o espírito na formação da socialidade e da sociabilidade.
Peço desculpas pela deriva autobiográfica. Mas quantas vezes tive, sobretudo neste ano de comemorações, de vigorosamente recusar a participação em atos públicos e programas de mídia ao sentir que o objetivo do produtor de eventos era a utilização do meu corpo como negro -imagem fácil- e não as minhas aquisições intelectuais, após uma vida longa e produtiva. Sem dúvida, o homem é o seu corpo, a sua consciência, a sua socialidade, o que inclui sua cidadania. Mas a conquista, por cada um, da consciência não suprime a realidade social de seu corpo nem lhe amplia a efetividade da cidadania. Talvez seja essa uma das razões pelas quais, no Brasil, o debate sobre os negros é prisioneiro de uma ética enviesada. E esta seria mais uma manifestação da ambiguidade a que já nos referimos, cuja primeira consequência é esvaziar o debate de sua gravidade e de seu conteúdo nacional.
Olhar enviesado
Enfrentar a questão seria, então, em primeiro lugar, criar a possibilidade de reequacioná-la diante da opinião, e aqui entra o papel da escola e, também, certamente, muito mais, o papel frequentemente negativo da mídia, conduzida a tudo transformar em "faits-divers", em lugar de aprofundar as análises. A coisa fica pior com a preferência atual pelos chamados temas de comportamento, o que limita, ainda mais, o enfrentamento do tema no seu âmago. E há, também, a displicência deliberada dos governos e partidos, no geral desinteressados do problema, tratado muito mais em termos eleitorais que propriamente em termos políticos. Desse modo, o assunto é empurrado para um amanhã que nunca chega.
Ser negro no Brasil é, pois, com frequência, ser objeto de um olhar enviesado. A chamada boa sociedade parece considerar que há um lugar predeterminado, lá em baixo, para os negros e assim tranquilamente se comporta. Logo, tanto é incômodo haver permanecido na base da pirâmide social quanto haver "subido na vida".
Pode-se dizer, como fazem os que se deliciam com jogos de palavras, que aqui não há racismo (à moda sul-africana ou americana) ou preconceito ou discriminação, mas não se pode esconder que há diferenças sociais e econômicas estruturais e seculares, para as quais não se buscam remédios. A naturalidade com que os responsáveis encaram tais situações é indecente, mas raramente é adjetivada dessa maneira. Trata-se, na realidade, de uma forma do apartheid à brasileira, contra a qual é urgente reagir se realmente desejamos integrar a sociedade brasileira de modo que, num futuro próximo, ser negro no Brasil seja, também, ser plenamente brasileiro no Brasil.
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Ciclo de Palestras - GESTÃO COM PESSOAS
Local: Auditório do Memorial Darcy Ribeiro (Beijódromo)
Data: 31 de agosto, quarta-feira
Horário: das 11h às 13h
Inscrições gratuitas no local.
Carga horária total: 20 horas/aula
Serão certificados os participantes com no mínimo 75% de frequência.
Programação:
31/08 - Gestão do Desempenho Humano e Organizacional
14/09 - Legislação em Gestão de Pessoas no Setor Público
21/09 - Qualidade de Vida no Trabalho
27/09 - Cultura e Mudança Organizacional
03/10 - A Escuta da Dor e o Sofrimento no Trabalho
17/10 - Condições para Criar no Contexto Organizacional
24/10 - Aprendizagem Organizacional
07/11 - Educação Corporativa
21/11 - Inclusão na Gestão de Pessoas
05/12 - Políticas de Gestão de Pessoas
O evento tem como um de seus objetivos propiciar espaços reflexivos e críticos sobre a Gestão de Pessoas na Administração Pública Federal, apoiando servidores que desenvolvem ou pretendem desenvolver atividades de gestão na transferência de conhecimentos e soluções técnico-científicas para seus ambientes de trabalho.
Leia outras informações aqui.
Expediente:
Universidade de Brasília
Reitor - José Geraldo de Sousa Junior
Vice-reitor - João Batista de Sousa
Decana de Gestão de Pessoas - Gilca Ribeiro Starling Diniz
Diretora de Capacitação, Desenvolvimento e Educação - Maria de Fátima Bruno de Faria
Programa de Pós-Graduação em Administração / Coordenador na Área de Estudos Organizacionais e Gestão de Pessoas - Pedro Paulo Murce Meneses
Coordenadora de Gestão de Desempenho - Gabrielle Drago Thorpe
Coordenadora de Estudos e Pesquisas em Gestão de Pessoas - Maria de Fátima Neris Rodrigues
Coordenadora de Capacitação - Stela Martins Teles
Gestão Com Pessoas - Responsável Técnica - Jaqueline Gomes de Jesus
Estagiários - Elisangela Chaves de Albuquerque, Luiz Henrique Lopes da Cruz e Gabriella Gomes de Souza
Colaborador - Walter Brizola Júnior
Apoio - Fundação Darcy Ribeiro
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