sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Nota de Repúdio do GESE

O Grupo de Pesquisa Sexualidade e Escola - GESE da Universidade Federal do Rio Grande vem publicamente manifestar apoio e solidariedade à pesquisadora Tatiana Lionço, que vem sendo desrespeitada e desqualificada ao ter sua imagem e contribuições no Seminário “Diversidade se aprende na infância”, organizado pelas Comissões de Direitos Humanos e Minorias e Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, editadas à sua revelia em vídeo amplamente difundido chamado “Deus salve as crianças”. Lamentavelmente, a edição desrespeitosa feita a revelia da pesquisadora, conta com a presença de parlamentar carioca daquela Casa Legislativa, e está publicada na internet com frases editadas, com claro sentido de deturpar as pesquisas e contribuições dadas pela pesquisadora à educação brasileira.
O GESE, assim como o que feito pela Associação Brasileira de Estudos da Homocultura - ABEH manifesta sua solidariedade à pesquisadora e reitera sua preocupação com a democracia no Brasil, à medida que os direitos humanos e civis de parte da população brasileira são ameaçados pelo fundamentalismo religioso e conservador.
Profa. Dra. Paula Regina Costa Ribeiro,
Prof. Dr. Marcio Caetano,
Profa. Dra. Fabiane Ferreira da Silva
Profa. Dra. Raquel Pereira Quadrado,
Profa. Drn. Deise Azevedo Longaray,
Profa. Drn. Juliana Lapa Rizza,
Profa. Drn. da Conceição de Barros,
Profa. Drn. Fabiane Lopes Teixeira,
Profa. Msc. Lucilaine Oliveira,
Profa. Msn. Dárcia Amaro Ávila,
Profa. Drn. Benícia Oliveira da Silva,
Profa. Drn. Renata da Conceição de Barros,
Profa. Drn. Joice Araújo Esperança
Profa. Drn. Viviane de Oliveira Miranda
Profa. Msc. Maria Teresa Nunes
Esp. Ana Luiza Chaffe Costa,
Profa. Nélia Regina Mello Gomes Pereira,
Emanuele Delgado Oliveira,
Caroline Amaral Amaral,
Aline Eduarda Lopes Vieira.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Nota Pública da ABEH

A Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (ABEH), organização que reúne pessoas que pesquisam a diversidade sexual e de gênero no Brasil, vêm a público repudiar os ataques que vêm sendo realizados por fundamentalistas religiosos brasileiros contra pesquisadores e pesquisadoras da área em nosso país. Falas de pesquisadores/as reconhecidos/as no Brasil e no exterior têm sido editadas de forma a modificar completamente o sentido dos seus pronunciamentos públicos.
As falas das pesquisadoras Tatiana Lionço e Marina Reidel e do pesquisador Alexandre Bortolini, do Secretário de Educação Continuada, Albetização e Diversidade do Ministério da Educação, André Lázaro, da deputada Fátima Bezerra, do deputado Jean Wyllys e do religioso Marcio Retamero e de outros/as participantes do 9º Seminário LGBT, realizado no último dia 15 de maio de 2012, na Câmara dos Deputados, com o tema Respeito à diversidade se aprende na infância, foram explicimente editadas com o objetivo de dar outro sentido para as mensagens dos/as palestrantes, desqualificar as pesquisas e impedir o avanço da implementação de políticas públicas que combatam a homo, lesbo e a transfobia em nosso país.
A ABEH manifesta sua solidariedade aos/às pesquisadores/as e solicita que as autoridades competentes tomem as devidas providências.
Salvador, 27 de agosto de 2012
A direção da ABEH
http://www.abeh.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=158:abeh-repudia-ataques-proferidos-contra-pesquisadoresas-do-brasil-&catid=39:noticias

Nota de Desagravo do Conselho Federal de Psicologia

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) vem publicamente manifestar o seu apoio à psicóloga Tatiana Lionço, CRP 01/7615-1, que foi desrespeitada em suas prerrogativas profissionais ao ter suas manifestações no Seminário “Diversidade se aprende na infância”, organizado pelas Comissões de Direitos Humanos e Minorias e Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, posteriormente editadas à sua revelia em vídeo intitulado “Deus salve as crianças”. O vídeo, cuja abertura é feita por parlamentar daquela Casa Legislativa, está publicado na internet e é composto por frases recortadas e arranjadas, dando outros sentidos à fala da psicóloga.
Conforme pode ser observado no vídeo completo, a psicóloga Tatiana Lionço, em seu pronunciamento no mencionado Seminário ocorrido em 15 de maio último, destacou de modo geral a necessidade de atribuir o status de sujeito de direitos a crianças e adolescentes, conferindo-lhes o direito à dignidade e ao livre desenvolvimento da personalidade. Desta forma, suas contribuições foram na direção da superação de preconceitos e discriminações, bem como do enfrentamento a violações de direitos humanos, conforme preconizam a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Código de Ética Profissional do Psicólogo e também a Resolução CFP 001/1999, que estabelece normas de atuação em relação à questão da orientação sexual.
Assim, por considerar nefasto o ato de agravo de utilizar o discurso da psicóloga na tentativa de disseminação de preconceito e discriminação, o CFP vem por meio desta nota repudiar veemente tal situação ao tempo que manifesta sua solidariedade a psicóloga que, por meio de sua fala, reafirma o compromisso da Psicologia na garantia e defesa dos Direitos Humanos.
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA
http://site.cfp.org.br/psicologia-debate-etica-e-profissao-em-audiencia-publica-no-senado-federal

Apresentações na Mostra Nacional de Psicologia

Abaixo seguem os horários das minhas apresentações na 2ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia, a ser realizada no Palácio das Convenções e auditório Celso Furtado no Anhembi Parque, em São Paulo, de 20 a 22 de setembro:
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Postagens Mais Visualizadas (2008-2012)

O meu blog teve 41.933 visualizações até hoje, desde sua criação, há três anos.
Só no mês passado houve 2.303 acessos às postagens que faço (já pedindo compreensão aos meus leitores), nem sempre periodicamente.
Abaixo, indico as minhas postagens mais lidas até hoje:
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Muito obrigada a tod@s pela atenção que têm dado ao que escrevo, das veleidades aos assuntos teóricos mais complexos.
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44 Anos da Barra 68

Foto: CEDOC/UnB Agência.
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44 anos hoje, da invasão da Universidade de Brasília - UnB por tropas, durante a ditadura militar que se iniciou em 1964. Não foi a primeira invasão, nem a que mais desestruturou a UnB, mas foi a mais violenta.
A primeira invasão ocorreu em 9 de abril de 1964, imediatamente após o golpe de Estado que depôs o presidente Jango.
A segunda foi em 8 de setembro de 1965, como resposta a uma greve docente relâmpago, em protesto contra a demissão de dois professores. Em decorrência dessa invasão, mais de 73% dos professores da UnB pediram exoneração, evento crítico que abalou a instituição profundamente, relatado por Roberto Salmeron no livro A Universidade Interrompida: Brasília 1964-1965, e cujas consequências são sentidas até hoje.
Em 29 de agosto de 1968 as tropas invadiram a UnB pela terceira vez, para prender alunos que protestavam contra o assassinato do estudante Edson Luis de Lima Souto, no Rio de Janeiro.
Saldo: decretou-se a prisão de sete alunos, entre eles Honestino Guimarães, que posteriormente foi desligado da Universidade. 60 foram presos e o estudante Waldemar Alves levou um tiro na cabeça, vindo a morrer em um hospital.
O episódio é narrado no documentário Barra 68 - Sem Perder a Ternura, de Vladimir Carvalho, ao qual se faz referência na chamada desta postagem.
A última invasão aconteceu em 6 de junho de 1977.
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

A Mulher Hiper-Real e Outras Mulheres

Será no II ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM MODA, de 25 a 27 de outubro, na Universidade Federal de Goiás, em Goiânia.
Maiores informações sobre o evento em http://www.encontronacionaldemoda.com.br. Abaixo você pode ler o trabalho completo:
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A MULHER HIPER-REAL E OUTRAS MULHERES NO IMAGINÁRIO E NO CORPO FEMININO TRANS
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