segunda-feira, 29 de junho de 2015

Is Gender Real? / Gênero é Real?

Really wonderful summary of the contemporary discussion on gender, by 8-Bit Phylosophy.
Resumo realmente maravilhoso das discussões contemporâneas sobre gênero, por 8-Bit Phylosophy.

II SEMINÁRIO PAREMOS A TRANSFOBIA DE ASSIS


II SEMINÁRIO PAREMOS A TRANSFOBIA
05 e 06 de Agosto de 2015
UNESP (Salão de Atos) – ASSIS – SP

Paremos a Transfobia já!!!

Vivemos tempos de crises de paradigmas que colocam em evidências e intensificam situações de desigualdades sociais, sexuais, raciais e de gêneros que solicitam problematizações a respeito dos diversos marcadores sociais de estigmas que produzem segregações e sofrimentos psicossociais, e, entre eles, os voltados para a população de Travestis e Transexuais que são excluidas/excluidos dos direitos a ter direitos, ou seja, sem acesso a cidadania, o que implica em cartografias dos processos de estigmatização, descriminações, violências e mortes vividas por essas pessoas, conforme dados apresentados pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República que mostram que entre 2011 e 2014 foram registradas mais de 7.600 denúncias de violação contra a população LGBT.

No ano passado, 232 casos foram contra Travestis e Transexuais, equivalentes a mais de 20% do total de denúncias feitas junto a Ouvidoria Nacional e ao Disque Diretos Humanos (Disque 100), o que pode ser ampliado se considerarmos inúmeros casos que são mantidos na invisibilidade. Os estados com maior número de registros foram São Paulo (53 denúncias), Minas Gerais (26) e Piauí (20). A discriminação foi a causa de 85% das denúncias e a violência psicológica esteve presente em 77% dos registros.

Em continuidade ao I Seminário Paremos a Transfobia ocorrido em fins de 2013 apresentamos nesta segunda edição a proposta de estreitamento entre a Psicologia enquanto saber politico e comprometido com as mudanças sociais, políticas e culturais, por isso emancipatórias, buscando criar espaços dentro do território acadêmico que dialogue com os Movimentos sociais organizados de travestis, Transexuais e homens trans, criando dispositivos que contribuam com o enfrentamento das transfobias e propicie um mundo que seja de fato inclusivo, laico e democrático em que todas as pessoas possam ser respeitadas como cidadãs. Nesta perspectiva convidamos a todas e todos que compõe tanto a comunidade acadêmica interna de nossa universidade, assim como, organizações de ativismos e de exercícios de direitos, e a comunidade externa como um todo para que juntos possamos construir um mundo melhor possível sem transfobias, lesbofobias e homofobias, mas também sem machismos, racismos e misoginias em que as pessoas possam exercitar seus direitos de serem quem são e de circularem livremente pelo mundo, sendo respeitadas como pessoas dignas e por isso incluidas em todas as esferas de participação política, social e comunitária em planos de igualdades de direitos sexuais e humanos.

Cidadania não tem corpo, sexo e nem roupa certa!!!

PROGRAMAÇÃO

05/08/2015

18H30 – MESA DE ABERTURA
19H00 – 20H00: CONFERENCIA: “Paremos a transfobia: da Cidadania às experiências exitosas das travestilidades e transexualidades no Brasil.
Conferencista: Dra. Flávia do Bonsucesso Teixeira - Professora Adjunta da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia – UFU.
20H00 -20H45: Lançamento de livros:  “Travestis Brasileiras: dos estigmas à cidadania” de Wiliam Siqueira Peres – Editora Juruá/Curitiba e  “Teatro da Rainha de Duas Cabeças – vol. 3” de Cesar Almeida – Editora do Autor/Curitiba
21h00 – TEATRO: ESCRAVAGINA – Monólogo com Maitê Schneider/Curitiba/PR – Grupo de Teatro Rainha de Duas Cabeças/Curitiba/PR.

06/08/2015

09H00 – 11h30: MESA REDONDA: Movimentos sociais e políticas públicas para os direitos e cidadania trans.
Keila Simpson – Diretoria da ANTRA/Associação Nacional de Travestis e Transexuais e Vice Presidente  Trans da ABGLT – Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais , Travestis e Transexuais.
Luciano Palhano – Coordenador Nacional do IBRAT - Instituto Brasileiro de Transmasculinidades , Coordenador Executivo do Fórum Nacional de Pessoas Trans negras e Membro da Comissão Executiva do Fórum Paulista de Travestis e Transexuais.
Symmy Larrat – Coordenadora do Programa Transcidadania da Prefeitura Municipal de São Paulo.
Fernanda Benvenutty – Enfermeira, Conselheira da ANTRA no CNS – Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde e  Conselheira da ABGLT no CONASP/Conselho Nacional de Segurança Pública da Secretaria Nacional de Segurança Pública.
Mediador: Dr. Leonardo Lemos de Souza – Depto de Psicologia Evolutiva, Social e Escolar e Programa de Pós-graduação em Psicologia da UNESP/Assis.
11H30 – 12H00: Show artístico – Gabrielly Spanic – Ativista Trans/Assis/SP
12H00 – 14H00: ALMOÇO
14h00 – 17H00: MESA REDONDA: Experienciais exitosas e relatos de vida
Maitê Schneider – Transexual, Atriz e criadora do Site Casa da Maitê, Presidente da ABRAT – Associação Brasileira de Transgêneros.
Tais Diniz Souza – Assistente Social do Centro de Cidadania LGBT da Prefeitura de São Paulo, membro da ANTRA
Regis Vascom – Advogado, membro da Comissão Executiva do Fórum Paulista de Travestis e Transexuais e membro fundador IBRAT – Instituto Brasileiro de Transmasculinidades.
Rafaelly  Wiest– Presidente do Transgrupo Marcela Prado/Curitiba/PR e Diretora Executiva da ABGLT.
Mediador: Dr. Fernando Silva Teixeira Filho – Depto Psicologia Clínica e Programa de Pós-graduação em Psicologia da UNESP/Assis.
17H00 – 18H00: Plenária de Avaliação
18H00 – Coffee Break e show musical: Banda Isso e as Biscates – UNESP/Assis.

INSCRIÇÕES: até 31/07 – Estudantes R$ 20,00 / Profissionais/Professor@s/Pesquisador@s R$ 30,00
Após 31/07 – Estudantes R$ 30,00 / Profissionais/Professor@s/Pesquisador@s R$ 40,00  (Incluído Peça de Teatro e Coffie Break)
Depósitos: Banco do Brasil Ag. 1216-5 c/c: 21094-3 / Favorecid@: Adriano Barbosa Sales
Email para informações e confirmação de inscrições: paremosatransfobia@gmail.com

Parceiros:
Conselho Federal de Psicologia
Conselho Regional de Psicologia 06
Programa de Pós-graduação em Psicologia UNESP/Assis
Departamento de Psicologia Clínica
Departamento de Psicologia Evolutiva, Social e Escolar
Faculdade de Ciências e Letras de Assis/UNESP/Assis
GEPS – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Sexualidades

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Psiquiatra para Pobre, Psicólogo para Rico?

Ontem à noite vi uma cena em I Love Paraisópolis (por acaso, porque nunca assisti essa novela), que me chamou a atenção. Uma das atrizes, negra, representando uma empregada doméstica, pelo que entendi (os estereótipos sobre negros reprisados), aconselhava a jovem protagonista sobre como lidar com a nova patroa, que apresentava um comportamento estranho.

A senhora lhe disse, se a memória não me falha, que "pobre, quando fica doido, vai pro psiquiatra; já rico vai ao psicólogo".

O comentário, de teor irônico, afetou-me profundamente. Evidenciou, mais uma vez, a representação social que a Psicologia ainda tem para a população em geral: uma prática elitista, a serviço - apenas - dos poucos com renda. Até mesmo a medicina psiquiátrica parece ser mais próxima das pessoas, apesar de os dados e a constatação da realidade mostrarem o contrário.

Lembrei-me imediatamente de uma história que ouvi de uma amiga, há muito tempo, sobre um questionamento de Ana Bock a Henfil, salvo engano, por este ter desenhado um psicólogo atendendo alguém num divã. Ela explicou que esse era um estereótipo, e que a Psicologia ia muito além dessa prática clínica.

O cartunista lhe respondeu que essa era a imagem da Psicologia para a sociedade, e que os próprios psicólogos são responsáveis por perpetuá-la ou mudá-la.

Uma representação social não muda facilmente, ou melhor, dificilmente muda. Demanda transformações, a longo prazo, nos elementos que a ancoram a uma determinada concepção.

Entendemos que a Psicologia tem uma função social, e há décadas há um movimento ético-político de Compromisso Social da profissão (de certo modo presente em nosso Código de Ética Profissional), protagonizado na figura de Silvia Lane e levado à frente por seus discípulos e admiradores.

Qual Psicologia nós psicólogos queremos e estamos fazendo? Para quem e com quem?

Malfadado dia em que a Psicologia consistir apenas na aplicação de técnicas e instrumentos, sem visão estratégica das condições políticas, sociais e institucionais nos contextos em que se insere.

Entendo, no que me encontro com muitos outros colegas, que nossa ciência-profissão é relevante para todas e todos. Enormes são os desafios para que a sociedade também tenha essa percepção, a qual não se dará por imposição, mas por implicação das psicólogas e dos psicólogos nas demandas dessa sociedade, em todas as esferas.


domingo, 21 de junho de 2015

BRASIL

Jaqueline Gomes de Jesus

Minha paixão insana, Brasil:
Gigante que levanta e tropeça.
Este meu povo humilde e cordial
Que assiste ou pratica linchamentos.
Autoridades sempre atenciosas
Para com amigos e conchavos.
Futuro promissor no Brasil,
Se tiver boas indicações.

A vida é tão livre no Brasil,
Você pode estar onde quiser,
Pode ir aonde bem lhe convier,
Reconhecido seu potencial,
Se você ficar no seu lugar.

A vida é segura no Brasil,
Se você é branco no Brasil.
A vida é tão linda no Brasil;
Se você é magro no Brasil.
A vida é bem justa no Brasil;
Se você é rico no Brasil.
A vida é gostosa no Brasil;
Se você é gringo no Brasil.

E apesar, contudo, todavia,
Iludida ou bastante paciente,
Ainda boto fé nesse país,
Esse meu estranho amor platônico.
Não lhe quero afundado no mar,
Tampouco chafurdando na lama.
Eu te quero mais seguro, lindo,
Justo e gostoso, também pra negros
E índios, gordos, pobres, brasileiros.

Gosto mesmo de você, Brasil,
Que a recíproca valha, Brasil.


sábado, 20 de junho de 2015

Homofobia: Identificar e Prevenir

Consulta pública sobre o novo livro de Jaqueline Gomes de Jesus, realizada por meio do Google Drive, entre 6 de abril e 6 de junho de 2015. Total de respondentes: 100 (cem).






quinta-feira, 18 de junho de 2015

IGREJA ATACADA POR JOVEM BRANCO É SÍMBOLO DA LUTA CONTRA ESCRAVIDÃO NOS EUA


O Globo: Fundado em 1816 pelo líder abolicionista Morris Brown, templo é um dos mais antigos da comunidade negra do sul do país

FOTO: Igreja Emanuel (nome completo: Igreja Episcopal Afro-Metodista Emanuel, tradução minha) é um dos símbolos da comunidade afro-americana e da luta contra a escravidão nos Estados Unidos - David Goldman/AP

The New York Times: O atirador foi capturado. Em seu perfil no Facebook ele aparece vestindo uma jaqueta com insígnias da África do Sul na Era do Apartheid e da Rodésia, atual Zimbábue, que também já foi um regime supremacista branco.


Uma sobrevivente relatou que o assassino disse, enquanto disparava: "Tenho de fazer isso, vocês estupram nossas mulheres e estão dominando nosso país. E vocês têm que ir embora".


TODA SOLIDARIEDADE À COMUNIDADE AFETADA ANTE A TÃO HORRENDO CRIME DE ÓDIO!
All solidarity to the community after this horrible hate crime!

QUE ESSE HOMICIDA RACISTA, E SEUS EVENTUAIS APOIADORES, SEJAM PUNIDOS!
That this racist murderer, and his eventual supporters, be punished!
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terça-feira, 16 de junho de 2015

Seminário “Psicologia, gênero e diversidade sexual: identidades em construção”

SEMINÁRIO “PSICOLOGIA, GÊNERO E DIVERSIDADE SEXUAL: IDENTIDADES EM CONSTRUÇÃO”
Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso do Sul - CRP/MS

ÓTIMA NOTÍCIA: As inscrições foram abertas à população em geral!

As vagas são limitadas devido ao espaço físico disponível e já estão se esgotando, faça logo sua inscrição e garanta a sua vaga (o evento é gratuito): http://crpms.org.br/eventos