Lugar para percepções, ideias e análises a partir de uma visão pessoal, científica e profissional: uma janela, da minha perspectiva, para o mundo. ~o~ Place for perceptions, ideas and analysis from a personal, scientific and professional view: a window, from my perspective, to the world.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Seção Temática Feminismo Negro na Encruzilhada Afrobrasileira - SERNEGRA - Comunicação 3: Ser mulher, negra e classe trabalhadora no Brasil: uma análise acerca da intersecção de gênero, raça e classe na sociedade capitalista
Coordenadora: Jaqueline Gomes de Jesus
Apresentadora: Jussara de Cássia Soares Lopes
RESUMO: A proposta deste trabalho é debater sobre como gênero, raça e classe se interseccionam, funcionando como mecanismos de acirramento das opressões no âmbito da sociedade capitalista. A reflexão se faz necessária e, no caso brasileiro – foco de análise deste estudo – é imprescindível levar em consideração a formação sócio-histórica do país, bem como seus rebatimentos na contemporaneidade, que resulta em uma realidade particularizada em vários aspectos. Assim, nossa reflexão é uma tentativa de problematizar o que significa ser mulher, negra e classe trabalhadora no Brasil, apontando para a importância de se pautar as opressões extraeconômicas na luta por uma sociedade emancipada.
Maiores informações sobre a Seção Temática em http://jaquejesus.blogspot.com.br/2013/10/feminismo-negro-na-encruzilhada.html e sobre o SERNEGRA em http://sernegra2013.blogspot.com.br.
Seção Temática Feminismo Negro na Encruzilhada Afrobrasileira - SERNEGRA - Comunicação 2: Feminismo negro americano: o conceito jurídico de discriminação múltipla a partir da interseccionalidade
Coordenadora: Jaqueline Gomes de Jesus
Apresentador: Rodrigo da Silva
RESUMO: O trabalho examina a contribuição dos estudos do feminismo negro americano para a interpretação do conceito jurídico de discriminação múltipla, assim como a sua relevância para o enfrentamento jurídico da discriminação no cenário brasileiro e latino-americano. No quadro do direito da antidiscriminação, mormente no que toca às técnicas legislativas dos critérios proibidos de discriminação, busca a compreensão da discriminação interseccional, a partir das origens e dos respectivos debates conceituais. Ao verificar a escassez de abordagem contextualizada das situações discriminatórias, trata da importância da inserção do tema, como revelador de originais e irredutíveis formas de discriminação, sob uma perspectiva qualitativa e não quantitativa, como forma de uma aplicação mais efetiva do princípio da igualdade no Direito.
Maiores informações sobre a Seção Temática em http://jaquejesus.blogspot.com.br/2013/10/feminismo-negro-na-encruzilhada.html e sobre o SERNEGRA em http://sernegra2013.blogspot.com.br.
Seção Temática Feminismo Negro na Encruzilhada Afrobrasileira - SERNEGRA - Comunicação 1: Feminismo negro
Coordenadora: Jaqueline Gomes de Jesus
Apresentador: Douglas Alves Viana
RESUMO: O presente trabalho faz uma análise das formas como a sociedade patriarcal e racista perpassaram a vida de Lélia Gonzalez e Beatriz Nascimento, tendo como fonte principal os livros: ”Eu sou atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento” (RATTS, 2006) e “Lélia Gonzalez” (RATTS; RIOS, 2010), além de artigos das autoras, e em como estas não só resistiram ao embranquecimento imposto pelos meios sociais que formam a “torre de marfim” que era universidade brasileira, como também "reexistiram", passando por momentos de, revisitando por vezes a infância e adolescência revendo os meios como a estética da brancura foi ao longo de suas vidas colocada como elemento de destruição de seus corpos e memórias enquanto mulheres negras. Sendo constituídas durante esse processo enquanto intelectuais negras, marcadas pelo feminismo negro, que faz a interseção entre raça e gênero se tornando ambas importantes pesquisadores e lideres responsáveis por impulsionar a luta anti-racista no Brasil. Buscamos identificar a partir daí, as formas como se deram esse enfrentamento e as reflexões que essas mulheres negras deixam sobre as sinuosidades que compõem o racismo brasileiro, os meios sutis que muitas vezes ele se utiliza para embranquecer o negro que sai de seu lugar social, "lugar de negro" e adentra na universidade brasileira pensa por e para as elites.
Maiores informações sobre a Seção Temática em http://jaquejesus.blogspot.com.br/2013/10/feminismo-negro-na-encruzilhada.html e sobre o SERNEGRA em http://sernegra2013.blogspot.com.br.
domingo, 20 de outubro de 2013
Animais Biográficos
O ser humano é um projeto: você só se deixa de ser sombra quando se torna autor(a) de si mesmo(a).
Sua biografia é a sua história inscrita na carne; sua identidade pessoal na multidão de identidades sociais.
Somos animais políticos, podemos nos humanizar quando nos tornamos biográficos.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Abjeção e Desejo no Discurso Midiático sobre Feminilidades Trans
Resumo: Com o aperfeiçoamento da democracia, aumenta a visibilidade da população transgênero (pessoas transexuais e travestis), a qual demonstra a complexidade dos conceitos de gênero e de corpo. Homens e mulheres transexuais são afetados por estereótipos e práticas deletérias com relação a seus direitos humanos, sociais e econômicos, a seus relacionamentos afetivos e aos seus corpos, em um processo de desumanização reproduzido pelos meios de comunicação. O presente trabalho aprofunda a discussão sobre a estética trazida pelas feminilidades trans, investigando, por meio de um grupo focal online, as percepções acerca das representações feitas sobre esses corpos de mulheres em uma imagem retirada de um vídeo de propaganda. Foram identificados, a partir de uma análise semiótica, discursos preconceituosos, pautados pela ridicularização, e a construção de contradiscursos inclusivos, orientados pela humanização.
Abjeção e Desejo no Discurso Midiático sobre Feminilidades Trans by Jaqueline Gomes de Jesus
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Dia dos Professores
Estou muito feliz com o presente de uma aluna engajada no aprendizado, pelo Dia dos Professores.
Obrigada pelo carinho da lembrança! O reconhecimento não tem preço.
domingo, 13 de outubro de 2013
Sobre o Fundamentalismo
"Um monge perguntou a Ummon: O que é o Buda? - Ummon respondeu: Bosta seca".
Livre tradução de tradução em inglês (Senzaki & Reps, 1934) do caso número 21 do Portão Sem Portão (Mumonkan), obra clássica do Zen Budismo escrita pelo mestre chinês Mumon Ekai em 1228.
*
Qualquer fundamentalismo - religioso, ideológico, político, metodológico - esvazia o sentido do outro como plenamente humano, e fornece à pessoa fundamentalista justificativas para práticas de ridicularização, subordinação, exclusão ou extermínio de quem pensa ou é diferente dela.
O fundamentalismo também impede que se pense ou se interprete o mundo de forma diferente da usual, é por definição repressivo, em nome de um ideário de civilização (sim, o fundamentalista crê que é mais cidadão que outros).
Em verdade vos digo: o fundamentalismo religioso que empesteia a política brasileira é de base totalitária, na medida em que sua busca pelo poder se orienta por verdades que se expressam por meio do uso de mentiras e da eleição de inimigos objetivos dentre aqueles que discordam de sua propaganda ideológica (sejam eles ateus, candomblecistas, feministas, profissionais do sexo, defensores/as da discriminalização do aborto, lésbicas, gays, bissexuais, assexuais, travestis, transexuais, transgêneros, intersexuais, esta ou aquela rede de comunicação, indígenas, libertários, anarquistas, punks, entre outros).
Não eram apenas os escravagistas e os nazistas que praticavam infrahumanização, pois ela persiste, por outros meios, na Era do Conhecimento, em nossa sociedade pós-industrial, caracterizada pela crise de representação do sagrado e das figuras de autoridade. Irônico, para não dizer trágico.
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