terça-feira, 17 de janeiro de 2023

EM DEFESA DE AÇÕES AFIRMATIVAS PARA A POPULAÇÃO NEGRA E TRANS E CONTRA A APROPRIAÇÃO DE NOSSAS IDENTIDADES POR PESSOAS BRANCAS: Por Fran Demétrio na galeria de personalidades negras da Fundação Cultural Palmares


EM DEFESA DE AÇÕES AFIRMATIVAS PARA A POPULAÇÃO NEGRA E TRANS E CONTRA A APROPRIAÇÃO DE NOSSAS IDENTIDADES POR PESSOAS BRANCAS: Por Fran Demétrio na galeria de personalidades negras da Fundação Cultural Palmares


Temos acompanhado com profunda revolta, ao longo dos últimos anos, uma escalada de pessoas brancas que se apresentam como não-brancas ou até mesmo como negras, tomando como base apenas uma cor de pele menos clara, quando não modificam suas fotos em perfis de redes virtuais, para tentarem escapar do privilégio que a branquitude lhes traz em diferentes meios sociais, e em alguns casos ocupando, de forma anti-ética, lugares de fala de pessoas negras, apropriando-se destes, e até mesmo exigindo ocupação de ações afirmativas que não lhes são dirigidas. Denunciamos que o mesmo tem ocorrido com relação à transgeneridade branca, com pessoas que se utilizam da confusão do senso comum entre identidades de gênero não-binárias e expressões de gênero andróginas para, de má-fé, ocuparem as poucas vagas para pessoas trans conquistadas em programas de cotas Brasil afora, especialmente na área de educação, mas também nas políticas públicas. Enquanto pessoas pesquisadoras e professoras trans NEGRAS, reiteramos que as identidades travestis e trans têm RACIALIDADE, e que é inadimissível que travestis, mulheres trans,h omens trans e pessoas não-binárias BRANCAS apropriem-se de discursos sobre as identidades negras, por vezes com a anuência ou o silêncio de pessoas e entidades, para invisibilizarem seus privilégios, a fim de reiterar o apagamento de nossos corpos e o epistemicídio que sofremos diariamente!

Destacamos que não somos contra pessoas negras de pele clara, o que criticamos aqui é a apropriação de símbolos, benefícios e lugares epistêmicos de pessoas negras (de cor preta e parda) por pessoas brancas, cis e trans, que não enfrentam racismo no seu cotidiano, o que também é uma expressão do racismo estrutural, sistêmico e inercial que precisa ser combatida.

Ante ao exposto, e no afã de combater a usurpação de nossos espaços simbólicos, dirigimo-nos à FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES, tendo identificado que não há personalidades trans em sua Galeria de Personalidades Notáveis Negras, e indicamos a saudosa Professora FRAN DEMÉTRIO, falecida em 2021, para enriquecer essa listagem de pessoas memoráveis:

Dona de um currículo invejável, com Pós-Doutorado em Flosofia pela Universidade de Brasília, Doutorado em Saúde Coletiva pelo Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, Mestrado em Alimentos, Nutrição e Saúde pela Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (ENUFBA) e Graduação em Nutrição pela ENUFBA, Fran Demétrio atuou como professora adjunta no Curso de Bacharelado Interdisciplinar em Saúde (BIS) do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e professora permanente no Mestrado Profissional em Saúde da Família da FIOCRUZ (MPROFSAUDE/FIOCRUZ).

Os temas principais de suas pesquisas eram: humanização, integralidade e interseccionalidade do cuidado em saúde e nutrição; saúde, nutrição, gêneros e sexualidades; nutrição clínica ampliada; qualidade de vida; racionalidades em saúde e nutrição; aleitamento materno; nutrição materno-infantil; epistemologia nutricional e sanitária; segurança alimentar e nutricional; formação interdisciplinar em saúde; e direitos humanos epistêmicos.

Além de uma carreira irretocável no espaço acadêmico, Fran Demétrio também teve uma aproximação bastante significativa com o movimento social de travestis e transexuais.

Subscrevemo-nos:

Jaqueline Gomes de Jesus

Coordenadora do NEABI - IFRJ Campus Belford Roxo; Pesquisadora-Líder do ODARA - Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Cultura, Identidade e Diversidade (CNPq/IFRJ); Integrante da Comissão da Verdade da Escravidão Negra no Brasil - CEVENB OAB RJ. 

Leonardo Morjan Britto Peçanha

Criador do Negros Blogueiros; Autor e organizador do livro Transmasculinidades Negras; Pesquisador do ODARA - Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Cultura, Identidade e Diversidade (CNPq/IFRJ).

Megg Rayara Gomes de Oliveira

Coordenadora do NEAB - UFPR; Coordenadora de Políticas Afirmativas da SIPAD - UFPR; Coordenadora da Comissão de Políticas Afirmativas do PPGE-UFPR.


sábado, 29 de outubro de 2022

Bienal Internacional do Livro de Brasília - BiLB 2022


29 de outubro de 2022, sábado, às 18 horas, estarei na 5a Bienal Internacional do Livro de Brasília (BiLB)!


Vem conversar comigo no Stand Literáfrica (n. 72/73, bloco 1B), no Pavilhão do Parque da Cidade, sobre os meus livros "Transfeminismo: Teorias e Práticas" e "Homofobia: Identificar e Prevenir" (Metanoia Editora), e acerca de estratégias para promover uma educação anti-LGBTfóbica: Interseccionalizando Gênero, Sexualidade e Cor/Raça!


Abraços,

Profa. Dra. Jaqueline Gomes de Jesus


quinta-feira, 14 de julho de 2022

Cursos Técnicos em Moda e em Artesanato - IFRJ 2022.2


A sua chance de estudar Produção de Moda ou Artesanato no Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) está chegando!

Ainda este mês começaremos o processo de matrícula das vagas remanescentes referente aos cursos Técnico em Produção de Moda e Técnico em Artesanato do IFRJ Campus Belford Roxo!

Em breve publicaremos todas as orientações para que você possa se matricular com a gente.

Mas se você gosta de spoiler, clica no link do edital e já confere todas as informações!

Link do Edital: encurtador.com.br/fR178

Matrículas de 25/07 a 12/08/22

Vem estudar no IFRJ!

#IFRJCBEL

quinta-feira, 31 de março de 2022

As Invasões Epistêmicas

Jaqueline Gomes de Jesus

Invasores epistêmicos: indivíduos que analisam temas fora de suas áreas de especialização, prática recorrente nesta era da fluidez de informações na internet, e até exigida em nossa sociedade do espetáculo, na qual todos "têm que ter" opinião sobre tudo.

As invasões epistêmicas correspondem, portanto, a uma tomada superficial e fragmentada do conhecimento, e para além de uma questão comportamental ou moral, são um dilema da contemporaneidade: como podemos ser mais modestos intelectualmente?

A própria lógica do mundo do trabalho, pautada pelo regime sócio-econômico de acumulação flexível, perversamente nos impõe sermos "empreendedores de nós mesmos", inclusive "autoriza" realizarmos "autodiagnósticos" sem estudar Medicina, ou "autoterapia" sem estudar Psicologia.

Nesse mundo, o senso comum tende a ignorar que ser professor(a) é TRABALHO e que ser estudante TAMBÉM É UM TRABALHO! Não espanta que tantos sujeitos da contemporaneidade, não necessariamente especialistas, sejam influenciadores digitais, e aulas sejam reduzidas a lives ou publis.

Sugiro citar este texto como:
JESUS, Jaqueline Gomes de. As invasões epistêmicas. Jaqueline J., 2022. Disponível em: <http://jaquejesus.blogspot.com/2022/03/as-invasoes-epistemicas.html>.

sábado, 12 de fevereiro de 2022

Lançamento do Dossiê Participação política LGBTI


14/02, 2a feira, 17h (Horário de Brasília), no YouTube da ABETH - Associação Brasileira de Estudos da Trans-Homocultura:


O Dossiê Temático “Participação política LGBTI+ no Brasil: passado, presente e projetos de futuro" será apresentado pela Editoria Chefe da Revista da Associação Brasileira de Estudos da Trans-Homocultura - REBEH e pelas/os organizadoras/es Silva Aguião, Vinicius Zanoli e Cleyton Feitosa.

A Profa. Dra. Jaqueline Gomes de Jesus abre o dossiê entrevistando o Ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O dossiê reúne 16 textos de pesquisadoras/es de distintas áreas de conhecimento e regiões do país, publicados no número 14, volume 4, da REBEH, que nesta edição conta com 3 artigos na seção de Tema Livre.

Acesse a Revista em https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/rebeh

#participaçãopolítica #LGBT #pesquisa #estudos #ciência #REBEH #política #direitospolíticos #justiçaeleitoral #diversidade #gênero #sexualidade #raça #etnia



domingo, 30 de janeiro de 2022

A Transfobia Recreativa Não Vencerá

Imagem: Reprodução/TV Globo

A TRANSFOBIA RECREATIVA NÃO VENCERÁ
Jaqueline Gomes de Jesus*

O assédio pode ser caracterizado como o conjunto de práticas discriminatórias recorrentes, com o objetivo de excluir a pessoa assediada do ambiente que ela compartilha com o(a) assediador(a) e as testemunhas do assédio, ou espectadores, que se tornam cúmplices quando silenciam, seja por medo ou anuência. Esse objetivo costuma ser alcançado por meio de desestabilização, isolamento e difamação.

A discriminação negativa histórica, a banalização da violência e a resignação face às injustiças, em nossa cultura, são fatores explicativos de porque o assédio, moral e/ou sexual, é especialmente praticado em ambientes excessivamente competitivos, por sujeitos movidos por antipatia, preconceitos diversos ou até mesmo “inveja patológica”, por razões tão íntimas e subjetivas, como achar a pessoa mais bonita, inteligente, influente ou abastada e se mover para depreciá-la.

Fiz esse preâmbulo para explicar de maneira sucinta os processos psicossociais que estão por trás da explícita transfobia de caráter recreativo, portanto perverso e cínico, que a cantora e atriz Linn da Quebrada vem sofrendo desde que entrou na edição 22 da casa do Big Brother Brasil, envolvendo desde chamá-la no masculino, mesmo vendo um “Ela” estampado em sua testa, desrespeitando sua identidade de gênero feminina, até chamá-la de “traveco”, como se o homem que usa o termo ignorasse a própria cultura e a língua portuguesa do Brasil, que evidencia o caráter depreciativo e ridicularizante da palavra.

Precisa-se explicitar que, na educação transfóbica, é cotidiano tratar as travestis e demais pessoas trans com menosprezo, objetificando, negando a possibilidade de serem ouvidas e valorizadas para além das margens que a sociedade há séculos nos relega. Porém, apesar de tanta tortura psicológica e física, chegando ao assassinato, seguimos resistindo há séculos, e é significativo, em vários sentidos, o fato de termos a primeira travesti em uma edição do referido reality show, onze anos após a participação da modelo e apresentadora Ariadna Arantes no BBB 11, a qual foi coagida e discriminada pelos meios de comunicação simplesmente por ser uma mulher trans. Desta vez, há um coletivo muito mais organizado, atuante e com voz em diferentes organizações para defendê-la, desde a sua entrada durante janeiro, mês da visibilidade trans.

Importante lembrar que, apesar dos sedutores cantos da Sociedade do Espetáculo, ser visível significa, igualmente, tornar-se alvo, especialmente quando se é uma travesti preta que sobreviveu ao transfeminicídio, no país que mais mata mulheres trans e travestis. Uma artista que tem alcançado sucesso e reconhecimento por seu intelecto e criatividade dentro dos gêneros musicais periféricos que dominou, o hip hop e o funk, agora amplamente exposta no programa de maior audiência e repercussão da televisão brasileira. Isso é fundamental para superarmos a invisibilização, ou a visibilidade negativa, e a convivência também é imprescindível para o esvaziamento dos estereótipos, porém isso tudo não encerra, por si só, nem imediatamente, os estigmas que cercam a população trans brasileira, especialmente no momento histórico que vivemos, repleto de fundamentalismo político-religioso.

É imprescindível, não apenas a travestis, mulheres trans, homens trans e pessoas não-binárias, mas também a toda e qualquer pessoa cis (que não é trans), que seja aliada ou apenas acredita que todos precisam ser tratados como cidadãos, questionar a naturalidade dos maus tratos que Linn vem sofrendo em rede nacional! O discurso da solidariedade precisa ser praticado como empatia, e essa prática exige que não sejamos apenas espectadores alienados, satisfeitos em apenas reclamar em nossas redes sociais e grupos fechados.

Gosto de lembrar do que ensinou o movimento negro, em 1994, quando grupos organizados recorreram à Justiça contra uma cena de racismo na novela Pátria Minha, exibida na Rede Globo. O argumento reconhecido foi o de que o problema não era mostrar o preconceito racial intrínseco à cultura brasileira, mas, isso sim, não questioná-lo, como se gerações de pessoas negras não se revoltassem e se mobilizassem contra a discriminação. Após a denúncia pública, para se tentar reparar o dano já feito, foi exibida outra cena, em que uma protagonista, interpretada pela atriz Chica Xavier, condenava explicitamente o racismo e ensinava que jamais houve anuência da população afro-brasileira com a discriminação.

Evidenciando aprendizado a partir deste e de outros episódios, além da mobilização online, a própria Globo interveio no BBB, ressaltando que se deve respeitar a forma como as pessoas se apresentam e dando a voz à própria Linn, para que falasse sobre a questão e, assim, fosse protagonista, representando milhões de pessoas trans Brasil afora, condenando o descuido ou mesmo má-fé no reconhecimento de sua identidade de gênero. Isso não redunda que cesse imediatamente a transfobia, no programa, por exemplo, seguem tratamentos inadequados por parte de jogadores que usam de perversa estratégia para desestabilizar a Linn, porém já é um avanço essa tática ser questionado publicamente.

Concluo ressaltando o que nos ensina a literatura especializada: podemos prevenir o assédio, questionando a banalidade do mal e a permissibilidade frente a qualquer forma de violência, mesmo a verbal, por meio de uma piada ou uma palavra mal colocada; reforçando os laços sociais e de solidariedade dentro e fora dos ambientes que frequentamos; registrando tudo; buscando apoio junto a coletivos e entidades.

Foi o que aprendemos com quem sofreu e resistiu antes de nós: se as suas lutas não alcançaram as conquistas almejadas, outro tipo de vitória eles obtiveram, deixaram para nós um legado absolutamente crucial, de pequenos avanços, que nos permite insurgir a todo esse estado de coisas pernicioso conscientes de que não nos calaremos, e seguiremos defendendo éticas e estéticas que sejam inclusivas.

Enfim, a transfobia recreativa pode até continuar sendo televisionada, entretanto não se poderá mais, impunemente, “passar pano” para ela.


* Jaqueline Gomes de Jesus é psicóloga, professora do Instituto Federal do Rio de Janeiro e da Fundação Oswaldo Cruz. Docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ensino de História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Autora dos livros “Transfeminismo: Teorias e Práticas” e “Homofobia: Identificar e Prevenir”.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

II SEMINÁRIO VISIBILIDADE TRANS DO IFRJ BELFORD ROXO - 2022


II SEMINÁRIO VISIBILIDADE TRANS DO IFRJ BELFORD ROXO - 2022
27 de janeiro de 2022 (quinta-feira), das 14h às 19h

29 de janeiro é o Dia Nacional da Visibilidade Trans, uma data que referencia o lançamento da  campanha Travesti e Respeito, promovida pelo Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, em 2004, e que visa a promover reflexões sobre a cidadania da população trans (composta por pessoas que não se identificam com o gênero que lhes foi atribuído ao nascimento, como travestis, mulheres trans, homens trans, pessoas transmasculinas e não-binárias).

Nas últimas décadas observamos avanços para uma visibilidade mais positiva e o reconhecimento da cidadania das pessoas trans. Entre elas destacamos o reconhecimento por unanimidade, pelo Supremo Tribunal Federal, em 1º de março de 2018, do direito de pessoas trans alterarem o nome e o sexo no registro civil sem necessidade de se submeterem a cirurgias ou a processos judiciários, podendo essa retificação ser efetuada diretamente em cartório.

Entretanto, o Brasil ainda é o país que mais registra assassinatos de pessoas trans no mundo, principalmente mulheres trans e travestis, o que configura feminicídio, ao mesmo tempo em que a maioria delas só encontra trabalho na informalidade, especialmente na prostituição, e o consumo de pornografia relacionada aos corpos trans é dos maiores do mundo. Há que se pensar sobre objetificação, mas também sobre alianças e representatividade: você costuma ver pessoas trans como protagonistas em produções audiovisuais? Convive com pessoas trans? Estuda com elas? Trabalha com elas? Lê o conhecimento produzido por pessoas trans?

Dando continuidade ao primeiro seminário sobre visibilidade trans do Instituto Federal do Rio de Janeiro – IFRJ campus Belford Roxo, realizado em 27 de outubro de 2017, que abordou o tema da despatologização das identidades, NEABI - Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas, NDIVAS Marielle Franco - Núcleo de Gênero e Diversidades (NUGEDS) e NAPNE - Núcleo de Apoio a Pessoas com Necessidades Específicas realizarão o II SEMINÁRIO VISIBILIDADE TRANS DO IFRJ BELFORD ROXO, em 27 de janeiro de 2022, quinta-feira, das 14h às 19h.

O seminário será gratuito e certificado, com transmissão online pelo Youtube IFRJ Belford Roxo: https://tinyurl.com/4y4db547 (ative o lembrete). Os palestrantes – entre eles familiares e parceiros/as de pessoas trans, lideranças, pesquisadores de diversas instituições e autoridades – aprofundarão o debate sobre a realidade e as demandas da população nas seguintes mesas: “Amorosidade e Parcerias: A Força do Afeto”, “Nossa Luta é Todo Dia: contra o Racismo, o Capacitismo e a Transfobia”, “Uma Sobe e Puxa a Outra: Mulheridades Vencendo o Patriarcado” e “Transmasculinidades: Ativismo Intelectual na Academia e nas Ruas”, seguidas de debate com o público.

Também haverá lançamento de publicações inéditas, como o livro “Transmasculinidades Negras - Narrativas plurais em primeira pessoa” (Ciclo Contínuo Editorial), com os organizadores Bruno Santana, Vércio Gonçalves Conceição e Leonardo Morjan Britto Peçanha; e o dossiê “Mundo do trabalho, educação profissional e identidade de gênero” (Revista Brasileira de Educação Profissional e Tecnológica - RBEPT), com as organizadoras Ilane Ferreira Cavalcante, Natália Conceição Silva Barros Cavalcanti e Jaqueline Gomes de Jesus.

PROGRAMAÇÃO

Data: 27/01/2022, quinta-feira

14h: Cerimônia de Abertura
Saudações (máx. 4 minutos de fala individual): Diretor Geral Márcio Franklin Oliveira, Diretora de Ensino Rosi Marina Rezende, Diretor Administrativo Fábio Pires Viana, Coordenadora do NAPNE Profa. Gabriela Sousa Ribeiro,  Coordenadora do NDIVAS Profa. Lívia de Meira Lima Paiva, Coordenadora do NEABI Profa. Jaqueline Gomes de Jesus e Reitor do IFRJ Rafael Almada.

14h30: Mesa 1 – Amorosidade e Parcerias: A Força do Afeto
Palestrantes (10 minutos de fala individual):
Ivoni Conceição Campos Santos, mãe do Demétrio Campos Santos, ator, modelo, dançarino (in memoriam).
Gustavo Cavalcanti, pai da Maria Joaquina, patinadora.
Yuna Santana, cantora e graduanda em Direito, e Theo Brandon, graduando em Medicina, pais do Dionísio Santana Brandon.
Mediadora: Jaqueline Gomes de Jesus
Debate da Mesa 1 (20 minutos)

15h30: Mesa 2 – Nossa Luta é Todo Dia: contra o Racismo, o Capacitismo e a Transfobia
Palestrantes (10 minutos de fala individual):
Luana Rayalla, bibliotecária.
Walleria Suri, consultora em diversidade.
Alessandra Ramos Makeda, presidenta do Instituto TransFormar Shélida Ayana.
Mediadora: Gabriela Sousa Ribeiro
Debate da Mesa 2 (20 minutos)

16h30: Mesa 3 – Uma Sobe e Puxa a Outra: Mulheridades Vencendo o Patriarcado
Palestrantes (10 minutos de fala individual):
Jaqueline Gomes de Jesus, professora de Psicologia e presidenta da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura.
Viviane Vergueiro, oficial de programa do Fundo Internacional Trans e doutoranda em Gênero, Mulheres e Feminismos.
Mediadora: Lívia de Meira Lima Paiva
Debate da Mesa 3 (20 minutos)

17h30: Mesa 4 – Transmasculinidades: Ativismo Intelectual na Academia e nas Ruas
Palestrantes (10 minutos de fala individual):
Bruno Santana, professor de Educação Física.
Vércio Gonçalves Conceição, professor de Letras e doutorando em Letras. 
Guilherme Silva de Almeida, professor de Serviço Social.
Mediador: Leonardo Morjan Britto Peçanha, professor de Educação Física e doutorando em Saúde Coletiva.
Debate da Mesa 4 (20 minutos), com lançamento do livro “Transmasculinidades Negras - Narrativas plurais em primeira pessoa” (Ciclo Contínuo Editorial), com Bruno Santana, Vércio Gonçalves Conceição e Leonardo Morjan Britto Peçanha (organizadores).

18h30: Lançamento do Dossiê “Mundo do trabalho, educação profissional e identidade de gênero” (Revista Brasileira de Educação Profissional e Tecnológica - RBEPT), com as organizadoras Ilane Ferreira Cavalcante (IFRN), Natália Conceição Silva Barros Cavalcanti (IFPA) e Jaqueline Gomes de Jesus.

19h: Encerramento do Seminário


Realização:

IFRJ campus Belford Roxo
NEABI - Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas
NDIVAS Marielle Franco - Núcleo de Gênero e Diversidades (NUGEDS)
NAPNE - Núcleo de Apoio a Pessoas com Necessidades Específicas