segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Gênero e Psicologia Social no Brasil: Entre Silêncio e Diálogo


A Revista Barbarói, publicação interdisciplinar dos Departamentos de Ciências Humanas e Psicologia da Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC, acaba de publicar o artigo Gênero e Psicologia Social no Brasil: Entre Silêncio e Diálogo, escrito por moi e a amada Ana Lúcia Galinkin, eterna orientadora.

Acessível pelo link https://online.unisc.br/seer/index.php/barbaroi/article/view/4482/4410, ele abrange dados coletados ao longo do meu doutorado, concluído em 2010, e além.

Resumo
Com o impacto das teorias feministas no ambiente acadêmico brasileiro, e sua crítica a modelos tradicionais de investigação, o conceito de gênero tem sido cada vez mais abordado dentro dos diferentes ramos da ciência psicológica, mesmo que ainda seja tratado, de forma geral, apenas como uma variável, geralmente confundida com o sexo biológico, e não como um eixo estruturante de estudos sobre as relações sociais. O presente trabalho apresenta um estudo exploratório, com base em revisão bibliográfica de artigos científicos, sobre os usos do conceito de gênero na Psicologia Social brasileira. Foram identificados apenas 32 artigos na área de Psicologia Social em um universo de 161.363 artigos sobre gênero. Os resultados indicam que há poucos estudos de gênero focados nas questões psicossociais (0,01% da produção científica). Conclui-se que há a necessidade de se estimular estudos de gênero em Psicologia Social, a fim de explicitar os discursos psicossociais acerca dos sujeitos e das relações grupais, com enfoque de gênero.
Palavras-chave: Estudos de gênero; psicologia social; produção científica

Referência:
JESUS, J. G., & GALINKIN, A. L. (2015). Gênero e psicologia social no Brasil: entre silêncio e diálogo. Barbarói, 43(1), 90-103.

SOBRE IMPUNIDADE E RECOMPENSA AOS RACISTAS

Em setembro de 2012, a professora Daniela Cordovil, da Universidade Estadual do Pará - UEPA, insultou um segurança da universidade, chamando-o de "macaco" (o ocorrido foi gravado em vídeo), leia a memória aqui: http://arquivo.geledes.org.br/racismo-preconceito/racismo-no-brasil/15574-professora-de-religiao-afro-da-uepa-daniela-cordovil-chama-seguranca-de-macaco-no-para

Pois bem, o programa Fantástico, em matéria sobre recentes atos de racismo contra pessoas negras de destaque (Taís Araújo, Michel Bastos e outros), acabou de mostrar que essa professora CONTINUA LECIONANDO NA UEPA, ENQUANTO O SEGURANÇA FOI DEMITIDO: http://g1.globo.com/fantastico/videos/t/edicoes/v/atriz-tais-araujo-e-jogador-de-futebol-michel-bastos-sao-vitimas-de-racismo/4594698


Em nota, a instituição afirmou que não foi encontrada qualquer ocorrência que desqualificasse a professora para a docência.


Pois é. Nessas horas, esta afirmação de Indianara Alves Siqueira se auto-explica: "Vocês querem transformação? Então fechem as universidades e abram puteiros, que aprenderão muito mais sobre revolução".

Aliás, sobre este caso nefasto de racismo apoiado pela instituição, Indianara deu o seu recado:


sábado, 7 de novembro de 2015

Sobre Inteligência Artificial e Afetos


Relendo uma antiga e breve reflexão que fiz, sobre a necessidade de uma Inteligência Artificial em interagir com seres humanos:

"...no campo da informática, o conhecimento científico do funcionamento dos mecanismos afetivos encontra espaço na pesquisa e desenvolvimento de software. (...) devem a teorias básicas sobre afetividade o desenvolvimento de "atores" virtuais em um jogo que mimetiza o mundo "real", de modo a conferir aos personagens características de personalidades que sejam reconhecidas pelos seres humanos com propriamente humanas, com o fim de atrair os jogares reais às oportunidades disponibilizadas pelo entretenimento; nesse aspecto, ambientes virtuais como esse, a televisão (analógica, mas principalmente a digital) ou a internet, entre outros, se apresentam à contemporaneidade como anteparos para relações entre o eu e o outro, que pode não ser humano, mas apresentar características comunicativas humanoides" (Jaqueline Gomes de Jesus, "Atração e repulsa interpessoal", in "Psicologia Social: Principais Temas e Vertentes", 2011, p. 247).

Em suma, apresento a ideia, que pode ser desenvolvida, de que se deve atribuir aparência e expressões faciais "humanas" a robôs, caso a intenção seja a sua interação conosco.

Não basta serem espertos, devem ser atraentes e com elevada capacidade de comunicação não-verbal.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

E-book dos Simpósios do XVIII Encontro Nacional da ABRAPSO


Saiu o e-book dos Simpósios do XVIII Encontro Nacional da ABRAPSO - Associação Brasileira de Psicologia Social.
Acesse aqui: http://www.encontro2015.abrapso.org.br/informativo/view?TIPO=&ID_INFORMATIVO=576

Eu contribuo com o capítulo LIÇÕES PARA UMA PSICOLOGIA DAS OPRIMIDAS (pp. 209-219).

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

MOÇÃO DE APOIO A ESTUDANTE E SOLICITAÇÃO DE PROVIDÊNCIAS

Nós, participantes do Simpósio "Relações de gênero, preconceito e direitos sexuais" do XVIII Encontro Nacional da ABRAPSO, declaramos apoio ao estudante Lucas Ferreira de Aquino, que relatou estar sofrendo perseguições de cunho racista na UFC.

Solicitamos providências da reitoria da universidade no que tange à garantia da permanência qualificada do referido estudante e no que se refere a iniciativas concretas de enfrentamento ao racismo institucional.

Fortaleza/CE, 2 de novembro de 2015.



domingo, 1 de novembro de 2015

Relações de Gênero, Preconceito e Direitos Sexuais


Nesta segunda-feira, 2 de novembro, Dia dos Finados, participarei do simpósio "Relações de gênero, preconceito e direitos sexuais", durante o XVIII Encontro Nacional da ABRAPSO. Somos:

Coordenadora: Maria Juracy Filgueiras Toneli (UFSC)
Jaqueline Gomes de Jesus (UNB, agora UFRJ)
Benedito Medrado (UFPE)
William Siqueira Peres (UNESP/Assis)

Será das 13h30 às 16h30, no Instituto de Cultura e Arte - ICA/UFC, Campus Pici. É aberto para quem quiser assistir e debater. Se não puder ir, ajude a divulgar.