terça-feira, 30 de setembro de 2014

1 Ano de Gestão


Há um ano, o 14º Plenário do Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal (CRP DF) assumia o compromisso de zelar pela oferta qualificada de serviços psicológicos nas localidades sob sua jurisdição.

Desde então, uma série de ações foram adotadas nesta autarquia com vistas ao aprimoramento de seu papel, sobretudo no que se refere à orientação dos profissionais e à aproximação com a sociedade e gestores públicos e privados.

Nos últimos 365 dias, o CRP DF investiu em uma nova postura institucional. Os projetos "Diálogos: PSI em foco" e "Roda de Conversa" trouxeram para a autarquia um movimento de psicólogas e psicólogos compromissados com o avanço da profissão.

As visitas institucionais retomadas por este Plenário aos órgãos dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário têm ampliado os espaços de ocupação da Psicologia no Distrito Federal e hoje somos referência na construção de políticas públicas, nos posicionando por meio dos diversos conselhos de direito da região e articulando nossos profissionais em prol da garantia de direitos juntamente com a sociedade civil organizada.

Este primeiro ano de gestão foi marcado pelo estudo, pelo diálogo e pela reorganização dos processos. Mudamos nossa identidade visual, tornando-a mais moderna e orgânica, aperfeiçoamos nossos canais de comunicação e regularizamos uma série de procedimentos que comprometiam a atuação da autarquia.

Para os próximos anos, pretendemos avançar ainda mais no compromisso de somar e cuidar da profissão.

CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DO DISTRITO FEDERAL - CRP-DF

domingo, 28 de setembro de 2014

Obituário – Terezinha Pinto da Cunha, 88 anos

Terezinha Pinto da Cunha

Conforme o Registro de Casamentos que pesquisei, durante uma das viagens que fiz com minha avó a sua cidade natal, ela nasceu em 5 de agosto de 1926, na então Vila de Santo Antônio do Itambé, município e comarca do Serro, Estado de Minas Gerais, com o nome de batismo de “Terezinha Duarte da Silva”.

Era filha de Joaquim Pinto da Cunha (lavrador, filho “ligítimo” de Guilherme Pinto da Cunha e de Dona Joanna Rodrigues de Souza) e de D. Amazildes Duarte da Silva (que se dedicava a “serviços de mestiços” na cidade e era filha “ligítima de D. Domingas Clementina da Silva, natural e residente do Arraial e Freguesia de Santo Antônio do Itambé do Serro”, e de José Matias, que não consta nos registros, provavelmente por ter sido um negro livre na sociedade escravocrata, porém foi nominado por minha vó Terezinha).

Casou-se em 28 de novembro de 1946, às cinco horas da tarde, “a portas abertas”, com meu avô Jonas Pinto da Cunha, nascido em 10 de janeiro de 1924, filho de Antônio Pinto da Cunha e D. Maria Lina da Silva.

Durante a construção de Brasília, meu avô, como outros candangos, migrou para esta cidade, e em 1964 enviou um cristal para minha vó, sinal de que ela e os sete filhos, incluindo minha mãe, a primogênita, já podiam embarcar no ônibus abarrotado para a Nova Capital, onde nasceram meus quatro tios mais novos. Meu avô morreu em 1986.

A casa da minha vó, primeiro feita de tábua e nos anos 90 de alvenaria, um raro terreno arborizado na Asa Norte, com frondosos guapuruvus, mangueiras, goiabeiras, bananeiras e limoeiros, de frente para a Universidade de Brasília (onde caçávamos e comíamos tatus com meus tios, e colhíamos cascas de barbatimão e talos de babosa com minhas tias), acolheu a nossa jovem geração de dezenas de primos/netos e bisnetos e compôs parte fundamental de quem somos, com seu aconchego de cachorros, galinhas (inclusive de Angola), e eventualmente coelhos.

Mais que saudades, Terezinha Pinto da Cunha, falecida em 25 de setembro de 2014, quinta-feira, deixa aos seus descendentes uma lição ancestral, de apreço pelas nossas raízes e de amor por liberdade.

Jaqueline Gomes de Jesus
Neta

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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Minha Vó Terezinha


Há algumas horas soube do falecimento de minha Vó Terezinha, meu grande elo vivo com meus ancestrais, nossa matriarca.

Daqui deste apartamento na rua Felipe de Oliveira, em Copacabana, choro pela sua partida, porém estou consciente de que ela não mais sofre, acolhida que está nos corações e memórias de nós que tanto a amamos.

Estou resignada por ter conseguido, ao longo destes anos, expressar de diferentes maneiras meus sentimentos por ela, e nestes momentos finais, poder alimentá-la, acarinhá-la, receber sua "bença" e lhe dizer, mais uma vez, o quanto a amo.

Penso na sua caminhada até Brasília, desde a mineirinha Santo Antônio do Itambé (cidade natal dela, de minha mãe, de minha família materna, centenária família de mulatos, como meus tataravós foram nomeados na sua certidão de casamento), para dar seu sangue, suor e muito trabalho pelo sonho de um Brasil.

Seguimos lutando, em frentes diversas, aquém aos poderes instituídos, inspirados que somos por gente humilde e amada como minha vozinha Terezinha Pinto da Cunha, agora ladeada por minha mãe, Maria Marly da Cunha Gomes, meu vô Jonas Pinto da Cunha, e meu tio Marcelo, seja no Orum, no Céu, no Nirvana ou em nossas mentes.


OBRIGADA POR TUDO, MINHA VÓ!!!


Zum, zum, zum, lá no meio do mar...

Como pode um peixe vivo
Viver fora da água fria?
Como pode um peixe vivo
Viver fora da água fria?

Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia?
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia...

Zum, zum, zum...

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domingo, 21 de setembro de 2014

Psicologia dos Movimentos Sociais na UERJ


Está confirmada a minha palestra sobre Psicologia dos Movimentos Sociais, durante a X Semana de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ. Ela se dará na quinta-feira, dia 9/10/2014, às 16 horas.

Tema:
Protestos, expressos na forma de marchas, paradas ou ocupações, demarcam políticas identitárias, sejam elas pelo direito aos próprios corpos (Marcha das Vadias), das trabalhadoras do campo (Marcha das Margaridas), da população negra (Marcha Zumbi), de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (Paradas do Orgulho LGBT), de grupos religiosos (Marcha para Jesus) ou pela liberalização do uso de drogas (Marcha da Maconha), entre outros. Ações coletivas tão diversas e cada vez mais visíveis têm como elemento em comum o fato de serem ritos, formas de comunicação simbólica que fortalecem identidades sociais degradadas (estigma) e/ou que promovem ideologias de determinados grupos sociais. A presente palestra visa a apresentar olhares e métodos da Psicologia Social frente aos movimentos sociais, identificando e detalhando fatores psicossociais envolvidos nas mobilizações sociais: o sentimento de injustiça, a eficácia de grupo, a identidade social e a afetividade.

Leitura recomendada:
Jesus, J. G. (2012). Psicologia social e movimentos sociais: uma revisão contextualizada. Psicologia e Saber Social, 1(2), 163-186. Disponível em: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/psi-sabersocial/article/view/4897/3620

Maiores informações sobre o evento aqui e aqui. O tema desta edição é Para além dos Muros Cinzas. As Diferentes Perspectivas da Psicologia.

Atenção Integral à Saúde de Pessoas Intersexo

ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DE PESSOAS INTERSEXO
A Psicologia na rede de atenção intersetorial

Data: 22 de setembro de 2014, segunda-feira
Horário: 19h às 22h
Local: auditório do Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal - CRP-DF
SRTVN, Quadra 701, Ed. Brasilia Rádio Center - Ala A - Sala 4024
Tel.: (61) 3030-1010


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

6º Congresso Internacional de Saúde Mental no Trabalho


De 21 a 23 de outubro, no Oliveira's Place, em Goiânia/GO.
Acesse http://www.6cismt.com.br para maiores informações.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Curso Diversidade no Trabalho: Reflexões na Universidade


Curso aberto a servidores docentes e técnico-administrativos da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Período de realização: 22/09 a 31/10/2014
Dias e horários: 2ª, 4ª e 6ª, das 15h às 17h.
Carga Horária Total: 34 horas.

Inscrições até 18 de setembro, quinta-feira.